
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras

sexta-feira, 27 de maio de 2011
NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Evair ou Keirrison?
Calma, gente! A pergunta do título é absurda, eu sei. Quer dizer, hoje todo mundo concorda que ela é absurda. Mas, há dois anos não faltou quem fizesse a comparação: Keirrison, o K9, seria o novo Evair do Palestra?Mesmo naquela época, a resposta mais óbvia era “não”. Mas, os números do garoto em seus poucos meses de Palestra Itália eram realmente impressionantes. Nos primeiros 14 jogos, K9 marcou 16 gols, o que fez dele, naquele momento, o jogador com melhor média da história do Palmeiras. Apesar de ter diminuído o ritmo nas partidas seguintes, Keirrison deixou o clube com 24 gols em 35 jogos. Uma média sensacional, convenhamos!
No dia 14 de junho de 2009, Keirrison andava meio chamuscado com a torcida palmeirense. Nos últimos seis jogos, tinha balançado as redes apenas uma vez. Além disso, a torcida o acusava de sumir em jogos decisivos e os rumores de sua saída eram cada vez mais fortes.
Fazia frio naquela tarde e eu tinha uma missão. Quem me conhece sabe que, para eu pedir para trabalhar em um fim de semana, eu preciso ter um bom motivo. Naquela ocasião, eu tinha o tal bom motivo. Dali a dois dias, o Palmeiras comemoraria dez anos da conquista da Libertadores e eu fui ao Palestra para conseguir que um dos heróis da conquista da América se dispusesse a gravar uma reportagem especial sobre aquele jogo.
No fim da tarde, o Palmeiras iria enfrentar o Cruzeiro pelo Brasileirão e, antes do jogo, alguns campeões de 1999 seriam homenageados. Júnior Baiano, Galeano, Cléber, Sérgio, Alex, Evair... Só craque! Deixei a timidez de lado e tentei convidar cada um deles no clube. Foi difícil. Tive boas impressões de alguns, impressões mais ou menos de outros, mas foi emocionante.
Dentro do vestiário, interrompi uma conversa entre Evair e Clebão e consegui do nosso eterno matador um telefone, um endereço e a promessa de que a reportagem iria rolar.
Missão cumprida, fui para a arquibancada assistir ao time Vanderlei Luxemburgo contra o nossos fratelli do Palestra de Minas. O jogo caiu bem entre dois compromissos importantíssimos que tínhamos pela Libertadores. O empate com o Nacional, do Uruguai, em casa na quarta-feira anterior e a decisão contra o mesmo Nacional, em Montevidéu, na quarta-feira seguinte.
Ainda não sabíamos, mas o embate contra os reservas do Cruzeiro seria o último do K9 pelo Verdão no Palestra Itália. E, apesar de tudo que ocorreu depois, ele deixou uma boa impressão naquela ocasião. Uma belíssima impressão, aliás.
Com 24 minutos de jogo, o time mineiro surpreendeu, abrindo o placar com um gol de falta de Bernardo (este garoto que está jogando pra caramba no Vasco, hoje). Mas, o Palmeiras não demorou a reagir.
Nove minutos depois, o gol de empate foi um gol que não foi gol. Cruzamento da direita e Marcão cabeceou. A bola bateu no travessão e pingou para o lado de fora. Com a indevida colaboração do bandeira, o árbitro Leandro Vuaden deu o tento para o zagueiro palmeirense.
A virada veio logo em seguida e em grande estilo. Uma bola rebatida pela defesa cruzeirense, sobrou para Keirrison que emendou de primeira, meio que de voleio, de fora da área. Golaço! O time reserva do Cruzeiro não oferecia resistência e, aos 13 do segundo tempo, Wendel deixou o K9 na boa para fazer o terceiro e matar o jogo. Palmeiras três, Cruzeiro um.
No fim, Keirrison ainda foi substituído por Ortigoza (curiosamente, hoje no Cruzeiro, enquanto Wellington Paulista, cruzeirense à época, hoje está no Palmeiras) apenas para ser aplaudido e fazer as pazes com a torcida.
Festa no Palestra! Aquela parecia ser mesmo a redenção do artilheiro. O retorno daquela fase dourada de semanas anteriores. Time em alta para enfrentar o Nacional pela Liberta...
As ilusões foram caindo uma a uma. Empatamos em 0 a 0 no Uruguai, fomos eliminados e, depois de dois jogos, Keirrison foi embora para o Barcelona (onde nunca jogou).
Aquele dia, hoje se mostra simbólico na comparação entre o E9 (no tempo dele, não tinha essas frescuras, eu sei) e o K9. O jovem Keirrison foi ignorado pelo Barça, passou pelo Benfica, pela Fiorentina e hoje é piada no Santos. Evair será para sempre o matador do Palestra. Um dos maiores ídolos do clube. Futebol é momento? Talvez. Mas, cada caso é um caso.
As aparências até enganam, mas nossos ídolos ainda são os mesmos.
Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro
Palestra Itália
Árbitro: Leandro Vuaden
Assistentes: Roberto Braatz e Altemir Hausmann
Gols: Bernardo, aos 24, Marcão, aos 33, e Keirrison, aos 38 minutos do primeiro tempo; Keirrison, aos 13 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Marcos; Marcão, Danilo e Maurício Ramos; Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza (Mozart) e Armero; Willian (Deyvid Sacconi) e Keirrison (Ortigoza). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Cruzeiro: Fábio; Jancarlos, Léo Fortunato, Gustavo (Leonardo Silva) e Sorín (Jonathan); Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Bernardo; Wellington Paulista e Wanderley (Dudu). Técnico: Adilson Batista
quinta-feira, 26 de maio de 2011
NOTA OFICIAL
Novos integrantes, novas enquetes, novos vídeos e dando início à organização de excursões. A Real Organizada, seguindo o espírito renovado que esperamos da squadra alviverde dentro de campo, virá com tudo para acompanhar a campanha palmeirense durante o Campeonato Brasileiro de 2011 e a Copa Sul-Americana.
Não deixe o sentimento parar! Contamos com você!
Avanti Palestra
Ass.: Equipe Real
sexta-feira, 20 de maio de 2011
NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Torcedor 1 x 0 Profissional
Neste domingo, às 16 horas, em São José do Rio Preto, o Palmeiras estreia no Brasileirão contra o Botafogo. O confronto com o rival carioca, com certeza, é a partida a que eu mais assisti in loco. Desde que fui morar no Rio de Janeiro, em 2005, acompanhei três Botafogo x Palmeiras, em três estádios diferentes. O balanço é positivo. Duas vitórias e uma derrota.
Perdi no Engenhão a partida que marcou a despedida de Valdivia do Palmeiras em sua primeira passagem, em 2008. Um a zero, Botafogo. Antes, já havia ganhado no Maracanã, por 3 a 1, em dia de Enílton (!) e Paulo Baier, em 2006. Mas, as melhores lembranças que tenho de Palmeiras e Botafogo vêm de um jogo do Brasileirão de 2005. Nem antes, nem depois, eu nunca acompanhei o Verdão tão de perto quanto naquele 8 de outubro.
Até então, com 21 anos, eu havia assistido a apenas um jogo do Palmeiras, contra o Figueirense, quando ainda morava em Florianópolis. Com pouco mais de dois meses de estágio no Sportv, no Rio de Janeiro, apareceu a oportunidade. Botafogo e Palmeiras, no acanhadíssimo estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, já que o Maracanã passava por reformas para os Jogos Panamericanos.
A transmissão do jogo seria da TV Globo, não do Sportv. “No meio da semana, faremos Vasco e Inter. Por que você não deixa para ir nesse jogo, que é nosso?”, questionou um coordenador da área de eventos do canal. A resposta foi simples: “Porque eu sou palmeirense, oras”. Depois de alguma insistência, consegui o aval para acompanhar a equipe da Globo.
No domingo, depois do almoço, fui até a famosa sede da Vênus Platinada, no Jardim Botânico. Caipirão, fiquei quase mudo ao encontrar a lenda Léo Batista. Simpatissíssimo, o velhinho me surpreendeu ao mostrar que conhecia até minha pequena Santa Mariana natal.
Partimos para o estádio. A ideia era que eu ficasse na arquibancada, mas graças à várzea que é o futebol brasileiro, pude ficar dentro do campo, sem fazer nada, só para assistir ao jogo. Do alto da minha paixão e do baixo do meu profissionalismo, questionei ao repórter que me acompanhava se eu poderia me arriscar a pedir uma camisa do Palmeiras a algum jogador. Ele deixou claro que não era uma atitude muito profissional, mas como eu era apenas um estagiário... “Só não vai pedir pro Juninho Paulista, que ele é meio estrelinha!” Ok.
Fiquei atrás das placas de publicidade no gol onde o Verdão atacou no primeiro tempo. Se pegarem a gravação do jogo, é capaz que eu apareça ali. Muito, muito perto mesmo. Um sonho.
Desde o começo da partida, o limitado time do Palmeiras, com Marcinho e Gioino no ataque, ditava o ritmo. Pressionava o Botafogo. Parecia jogar em casa na Arena da Ilha do Governador, um estádio pequeno, com cara de interior.
Aos 27 minutos, o gol do Alviverde saiu na minha cara. Marcinho Guerreiro – quem diria! – invadiu a área pela esquerda e bateu com categoria para vencer o goleiro Max. Um a zero. E foi o suficiente para o primeiro tempo.
No intervalo, os jogadores passavam ao meu lado a caminho do vestiário e eu pensava se teria outra chance daquela. Após os 15 minutos, não resisti. Foquei num jogador menos conhecido, bem meia-boca mesmo, e ataquei. Quando o reserva Washington (esse mesmo que fez os dois gols do Ceará que eliminaram o Flamengo da Copa do Brasil) passou do meu lado, o puxei pelo braço e inventei: “Cara, meu irmãozinho é palmeirense e queria muito ter vindo ao jogo, mas quebrou a perna. Ele iria ficar muito feliz se eu levasse uma camisa do Palmeiras para ele... bla... bla... bla...” O Washington, mais zé-ninguém à época do que hoje em dia, me explicou que não poderia dar a camisa, provavelmente já prometida a algum porteiro, síndico, vizinho, primo, amigo ou sei lá o quê. Fazer o quê, né?
No segundo tempo, me posicionei na linha de impedimento do ataque do Palmeiras. Bem longe de enxergar o pênalti que Alex Alves bateu, aos cinco minutos, para empatar para o Botafogo. Mas, muito perto de ver o gol da vitória do Palmeiras, aos 16. Corrêa cruzou e Marcinho, de frente para mim, cabeceou no canto esquerdo de Max. A bola ainda tocou a trave antes de entrar. Com esse tento, ele assumia a vice-artilharia do Brasileirão.
O Botafogo ainda buscou o empate. Lembro-me bem do Caio, hoje comentarista da Globo, se aquecendo do meu lado para entrar, antes de perder uma grande chance cara a cara com Marcos no fim do jogo.
Depois do apito final, acompanhei tudo de perto. A torcida do Botafogo indo embora revoltada. As entrevistas coletivas improvisadas dentro de um trailler. O Marcinho conversando com um amigo bem na minha frente, com a camisa palestrina na mão...
Dessa vez, segurei a vontade de pedir para mim o manto alviverde usado pelo artilheiro. Já era hora do profissional tentar empatar esse jogo.
Botafogo 1 x 2 Palmeiras
Luso-Brasileiro (Rio de Janeiro)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Assistentes: Roberto Braatz e Faustino Vicente Lopes (PR)
Gols: Marcinho Guerreiro, aos 27 minutos do primeiro tempo; Alex Alves, aos cinco, e Marcinho, aos 16 minutos do segundo tempo.
Botafogo: Max; Ruy (Rogério Souza), Rafael Marques, Scheidt e Bill; Jonílson, Diguinho, Zé Roberto (Almir) e Ramon (Caio); Ricardinho e Alex Alves. Técnico: Celso Roth
Palmeiras: Marcos; André Cunha (Roger Bernardo), Daniel, Gláuber e Fabiano; Marcinho Guerreiro, Corrêa, Juninho Paulista e Diego Souza (Pedrinho); Marcinho e Gioino (Warley). Técnico: Emerson Leão
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Twitter, zagueiro e aniversário
Nesta quinta-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, ocorreram os julgamentos pelos fatos ocorridos na partida contra o Corinthians, pela semi-final do Paulistão. Felipão pegou 6 jogos de suspensão e uma multa de R$40 mil. O fato foi até comemorado, já que o técnico poderia pegar gancho de até 20 jogos. Os advogados palmeirenses tem 3 dias para recorrer da sentença e tentar convertê-la em ações sociais. Danilo, expulso num lance com o atacante Liedson, pegou uma partida de suspensão. Deola, por ter ofendido o árbitro Paulo Cesar Oliveira e a própria FDF, via twitter, estará suspenso por 2 jogos. Todas as suspensões deverão ser cumpridas no Campeonato Paulista 2012.

terça-feira, 17 de maio de 2011
Para o segundo semestre

domingo, 15 de maio de 2011
Politicagem Generalizada
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| Vai, Émerson! E vê se não volta... |
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Agora, Novos Sonhos
sexta-feira, 6 de maio de 2011
NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – No tempo em que acreditávamos
Perder uma semifinal de Paulistão para o Corinthians nos pênaltis, com uma arbitragem – digamos – polêmica, dói. Perder uma final de Libertadores para o Boca Juniors em casa dói. Perder uma decisão de Mundial para o Manchester United com uma falha do maior ídolo dói. Perder – ou melhor, empatar duas vezes em zero a zero – uma final de Brasileirão para o Vasco do Eurico Miranda dói.
Perder de 6 a 0 para o Coritiba como ontem não dói. Dá uma vergonha lascada, isso sim! Vergonha daquelas de fazer o cara não querer sair de casa, sabe? Não tenho vergonha de falar que, muitas vezes, tenho vergonha do Palmeiras. Desculpe-me o torcedor mais xiita, mas é verdade. Que outro nome tem o que eu senti quando andei por quase um quilômetro do Pacaembu até meu carro depois de ver o time perder em casa para o rebaixado Goiás e dar adeus à Copa Sulamericana no ano passado?
É engraçado. Acredite ou não, eu tenho com o Palmeiras uns lances premonitórios. Não estou me gabando disso, não, pelo contrário. Preferia não ter. Vira e mexe, eu sinto quando o time vai se dar mal. No dia do jogo, são vários os sinais. Antevejo gols que o time leva. Adivinho pênaltis perdidos. É um inferno. Não é sempre, mas quando acontece é, como diriam os antigos, batata! Até parei de ir ao estádio por causa disso.
Nesta quinta-feira, tentando pensar em um bom e velho jogo para o tradicional post de sexta, eis que me vem à cabeça uma inesquecível disputa de 1995. Veio assim, do nada, como se fosse um sinal. Palmeiras e Grêmio pelas quartas de final da Libertadores da América.
No jogo de ida, tal qual no Couto Pereira ontem, o Verdão foi esculachado. Arce, Arílson, Jardel, Jardel, Jardel. Grêmio 5, Palmeiras 0. Confusão, briga. Fim da linha para o alviverde na disputa pela América, certo? Bom... Certo, mas não foi tão fácil assim. Naquele tempo, era permitido, aos palestrinos, acreditar.
Palestra Itália, dois de agosto de 1995. Se a eliminação era certa, o que viesse seria lucro. E o lucro foi grande. O que aconteceu naquele dia, até hoje, dá orgulho ao torcedor palmeirense.
O que já era ruim ficou horrível para o Palmeiras quando, aos oito minutos do primeiro tempo, Jardel se aproveitou de uma bobeira geral da zaga palmeirense e, meio de canela, fez um a zero para os gaúchos, comandados por Felipão.
A partir daí, o Palmeiras não desanimou, ao contrário do time atual. Em nome de algo chamado dignidade, foi para cima do Grêmio. Minutos depois, Wágner tentou invadir a área pela esquerda e a bola tocou na mão de Arce. O árbitro Antônio Pereira da Silva não viu pênalti na jogada. Aos 29, Cafu, jogando como meia, se aproveitou de uma confusão na área gremista, recebeu de Alex Alves e empatou. Dez minutos depois, mais uma jogada de Alex Alves pela direita e o improvável aconteceu. Um gol de Amaral! Assim, o Palmeiras virou o jogo ainda no primeiro tempo. A classificação estava longe. Faltavam pelo menos quatro gols para que a decisão fosse para os pênaltis.
O segundo tempo veio e trouxe com ele a fé no milagre. Treze minutos. A jogada começou com Mancuso no meio do campo e terminou na conclusão fatal de Paulo Isidoro. Três a um para o Palmeiras. O quarto gol saiu da luta de Antônio Carlos, um leão em campo. O zagueiro invadiu a área e foi derrubado por Luís Carlos Goiano. Pênalti, que o argentino Mancuso (auxiliar de Maradona na Copa do Mundo da África do Sul) bateu com categoria, tirando o goleiro Murilo da foto.
Só faltavam dois gols e o Palmeiras ainda tinha 20 minutos de jogo para buscá-los. O impossível estava virando algo muito provável diante dos olhos de um país que parou aquela noite para ver os dois melhores times de então se enfrentarem.
Aos 39 minutos, a equipe de Carlos Alberto Silva chegou ao quinto gol. Um golaço de Cafu! O lateral direito Índio lançou na meia-lua para Magrão, que tocou de primeira por cima da zaga gremista. Cafu pegou na veia de bate-pronto! Cinco a um! Sonha o palmeirense! Para quem buscava apenas a dignidade, a possibilidade da classificação estava a apenas mais um gol...
Nos minutos que se seguiram, o Grêmio prendeu a bola, como era de se esperar, e não deu ao Palmeiras muitas chances de atacar. Em uma delas, Mancuso arriscou de canhota do meio da rua e mandou por cima da trave.
Não deu. O gol não saiu e o Palmeiras foi eliminado. Porém, não era isso que a torcida demonstrava ao apito final do árbitro. Poucas vezes, um time que se despede de uma competição foi tão louvado pelos seus torcedores como naquela noite. Tem horas em que o resultado se torna apenas um detalhe.
Honra, dignidade, luta, futebol, classe, amor à camisa. Substantivos de um tempo em que nos era permitido acreditar.
Ousando adaptar Drummond. “Aquele Palmeiras e Grêmio é apenas um vídeo no Youtube. Mas, como dói!”
Palmeiras 5 x 1 Grêmio
Palestra Itália (São Paulo)
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)
Gols: Jardel, aos oito, Cafu, aos 29, e Amaral, aos 39 minutos do primeiro tempo; Paulo Isidoro, aos 13, Mancuso, aos 24, e Cafu, aos 39 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Sérgio; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Wágner; Mancuso, Amaral (Magrão), Cafu e Paulo Isidoro; Alex Alves (Maurílio) e Muller. Técnico: Carlos Alberto Silva
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Abatimento e amargura
Marcos acaba de esbravejar ao microfone. Disse que, se tivessem avisado que não iriam se esforçar durante a partida, ele nem entrava. Disse também que, mesmo se estivessem ele e o Deola sob as traves, hoje, tomariam pelo menos 3 gols. E o discurso inflamado não parou por aí. Falou que, para parecer um time de guerreiros, no jogo da volta, os jogadores correrão como loucos. Mas, não há como reverter o resultado catastrófico.

quarta-feira, 4 de maio de 2011
É futebol né Valdivia?!?!

Dia de clássico é sempre assim. A torcida fica na expectativa dias antes imaginando quem poderá ser o personagem da partida. Do lado alviverde com certeza a torcida esperava uma atuação de gala do mago Valdívia junto com o Gladiador. Já do lado alvinegro a esperança era o matador Liédson, mas no fim das contas o real personagem foi Paulo César de Oliveira.
Inareditável grande parte da imprensa dizer que esse árbitro tenha feito uma arbitragem quase nota 10. Qual o critério para a expulsão de Danilo e Liédson ter continuado em campo? Ou então o amarelo logo no ínicio de jogo para o atacante Kleber? Não vou comentar nem a expulsão de Felipão sendo que, até agora não apareceu nenhum imagem provando o gesto do treinador.
Mas mesmo sem uma arbitragem justa, sem Valdivia, sem Cicinho, e com um a menos o Palmeiras mostrou muita garra em campo e não saiu vitorioso porque realmente não era pra vencer. Tirando o jogador Danilo que foi imprudente em sua jogada de expulsão, ou até nem tanto, nenhum jogador merece críticas. O que vimos foi um excelente clássico que foi prejudicado por uma má arbitragem mas que apesar dos ocorridos proporcionou muita emoção as duas torcidas....
Parabéns as duas equipes, mas principalmente ao Palmeiras por não se entregar de nenhuma maneira! A tempos não se via nostro Palestra mostrar tanta vontade de vencer. Seria o efeito Felipão que finalmente incorporou essa equipe? O que estaria reservado para nós torcedores na sequência da Copa do Brasil? Não podemos saber se o time vai piorar ou melhorar o que resta é esperar a próxima quinta-feira e torcer para que nostros guerreiros mostrem a mesma vontade mostrada contra o Corinthians....
Quando o último penalti foi batido me lembrei da entrevista de Valdívia depois do jogo contra o Santo André quando perguntado sobre o ocorrido com o zagueiro Anderson, o mago usou sua resposta clássica: " isso é futebol né" frase que se encaixa perfeitamente no sentimento palestrino após a derrota de domingo. Futebol é assim mesmo, muitas vezes nos proporciona momentos que não conseguimos entender, mas é isso que o torna ainda mais apaixonante....
terça-feira, 3 de maio de 2011



