segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras

Por Vinícius Martins

   Voltando na medida do possível à ativa com as postagens, vamos falar do "animado" Cruzeiro x Palmeiras desse domingo.


   Depois da sonolenta partida contra o Botafogo, salva pelo golaço de Kleber, o Palmeiras só não foi derrotado pelo Cruzeiro porque San Genaro parecia estar de plantão no dia!

   Até mesmo o golaço de Luan - (???) isso mesmo! Golaço de Luan! - não foi capaz de ajudar o Verdão a conquistar uma vitória que seria injusta. O empate foi mesmo o melhor resultado, já que o Cruzeiro abusou em desperdiçar as chances criadas e ao Palmeiras faltou criatividade no meio campo. Nem Patrick, nem Tinga, muito menos Marcos Assunção são capazes de executar essa função.

    O que sobra de disciplina tática no setor de marcação da equipe (disciplina que desapareceu justamente quando o time mais precisava, mas não vamos retomar o assunto Copa do Brasil que ainda tira o sono dos palmeirenses), falta de qualidade para o setor ofensivo. Sem Valdivia e Kleber, o Palmeiras torna-se um dos times mais comuns do campeonato. O que vem salvando a equipe é o técnico Felipão. Acredito que o pouco de esperança dos torcedores alviverdes tenha acabado depois da fatídica partida no Couto Pereira.

Em um primeiro momento, depois de apenas duas partidas, mas já avaliando o comportamento da equipe durante esses praticamente 6 meses, coloco o Palmeiras entre os favoritos!

Entre os favoritos para a conquista de uma vaga na Sul-Americana...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Evair ou Keirrison?

Calma, gente! A pergunta do título é absurda, eu sei. Quer dizer, hoje todo mundo concorda que ela é absurda. Mas, há dois anos não faltou quem fizesse a comparação: Keirrison, o K9, seria o novo Evair do Palestra?

Mesmo naquela época, a resposta mais óbvia era “não”. Mas, os números do garoto em seus poucos meses de Palestra Itália eram realmente impressionantes. Nos primeiros 14 jogos, K9 marcou 16 gols, o que fez dele, naquele momento, o jogador com melhor média da história do Palmeiras. Apesar de ter diminuído o ritmo nas partidas seguintes, Keirrison deixou o clube com 24 gols em 35 jogos. Uma média sensacional, convenhamos!

No dia 14 de junho de 2009, Keirrison andava meio chamuscado com a torcida palmeirense. Nos últimos seis jogos, tinha balançado as redes apenas uma vez. Além disso, a torcida o acusava de sumir em jogos decisivos e os rumores de sua saída eram cada vez mais fortes.

Fazia frio naquela tarde e eu tinha uma missão. Quem me conhece sabe que, para eu pedir para trabalhar em um fim de semana, eu preciso ter um bom motivo. Naquela ocasião, eu tinha o tal bom motivo. Dali a dois dias, o Palmeiras comemoraria dez anos da conquista da Libertadores e eu fui ao Palestra para conseguir que um dos heróis da conquista da América se dispusesse a gravar uma reportagem especial sobre aquele jogo.

No fim da tarde, o Palmeiras iria enfrentar o Cruzeiro pelo Brasileirão e, antes do jogo, alguns campeões de 1999 seriam homenageados. Júnior Baiano, Galeano, Cléber, Sérgio, Alex, Evair... Só craque! Deixei a timidez de lado e tentei convidar cada um deles no clube. Foi difícil. Tive boas impressões de alguns, impressões mais ou menos de outros, mas foi emocionante.

Dentro do vestiário, interrompi uma conversa entre Evair e Clebão e consegui do nosso eterno matador um telefone, um endereço e a promessa de que a reportagem iria rolar.

Missão cumprida, fui para a arquibancada assistir ao time Vanderlei Luxemburgo contra o nossos fratelli do Palestra de Minas. O jogo caiu bem entre dois compromissos importantíssimos que tínhamos pela Libertadores. O empate com o Nacional, do Uruguai, em casa na quarta-feira anterior e a decisão contra o mesmo Nacional, em Montevidéu, na quarta-feira seguinte.

Ainda não sabíamos, mas o embate contra os reservas do Cruzeiro seria o último do K9 pelo Verdão no Palestra Itália. E, apesar de tudo que ocorreu depois, ele deixou uma boa impressão naquela ocasião. Uma belíssima impressão, aliás.

Com 24 minutos de jogo, o time mineiro surpreendeu, abrindo o placar com um gol de falta de Bernardo (este garoto que está jogando pra caramba no Vasco, hoje). Mas, o Palmeiras não demorou a reagir.

Nove minutos depois, o gol de empate foi um gol que não foi gol. Cruzamento da direita e Marcão cabeceou. A bola bateu no travessão e pingou para o lado de fora. Com a indevida colaboração do bandeira, o árbitro Leandro Vuaden deu o tento para o zagueiro palmeirense.

A virada veio logo em seguida e em grande estilo. Uma bola rebatida pela defesa cruzeirense, sobrou para Keirrison que emendou de primeira, meio que de voleio, de fora da área. Golaço! O time reserva do Cruzeiro não oferecia resistência e, aos 13 do segundo tempo, Wendel deixou o K9 na boa para fazer o terceiro e matar o jogo. Palmeiras três, Cruzeiro um.

No fim, Keirrison ainda foi substituído por Ortigoza (curiosamente, hoje no Cruzeiro, enquanto Wellington Paulista, cruzeirense à época, hoje está no Palmeiras) apenas para ser aplaudido e fazer as pazes com a torcida.

Festa no Palestra! Aquela parecia ser mesmo a redenção do artilheiro. O retorno daquela fase dourada de semanas anteriores. Time em alta para enfrentar o Nacional pela Liberta...

As ilusões foram caindo uma a uma. Empatamos em 0 a 0 no Uruguai, fomos eliminados e, depois de dois jogos, Keirrison foi embora para o Barcelona (onde nunca jogou).

Aquele dia, hoje se mostra simbólico na comparação entre o E9 (no tempo dele, não tinha essas frescuras, eu sei) e o K9. O jovem Keirrison foi ignorado pelo Barça, passou pelo Benfica, pela Fiorentina e hoje é piada no Santos. Evair será para sempre o matador do Palestra. Um dos maiores ídolos do clube. Futebol é momento? Talvez. Mas, cada caso é um caso.

As aparências até enganam, mas nossos ídolos ainda são os mesmos.

Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro
Palestra Itália

Árbitro: Leandro Vuaden
Assistentes: Roberto Braatz e Altemir Hausmann

Gols: Bernardo, aos 24, Marcão, aos 33, e Keirrison, aos 38 minutos do primeiro tempo; Keirrison, aos 13 minutos do segundo tempo.

Palmeiras: Marcos; Marcão, Danilo e Maurício Ramos; Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza (Mozart) e Armero; Willian (Deyvid Sacconi) e Keirrison (Ortigoza). Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Cruzeiro: Fábio; Jancarlos, Léo Fortunato, Gustavo (Leonardo Silva) e Sorín (Jonathan); Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Bernardo; Wellington Paulista e Wanderley (Dudu). Técnico: Adilson Batista

quinta-feira, 26 de maio de 2011

NOTA OFICIAL

    A Torcida Real Organizada vem, através deste, informar que está passando por um processo de reestruturação interna. Em razão disto, nas últimas semanas as atualizações do blog ficaram um pouco comprometidas, mas sempre sendo trabalhadas com o maior empenho possível por parte de seus integrantes. Muito em breve, estaremos trazendo novidades, com conteúdo ainda mais completo e atualizado a cada movimentação de Nostro Palestra!

    Novos integrantes, novas enquetes, novos vídeos e dando início à organização de excursões. A Real Organizada, seguindo o espírito renovado que esperamos da squadra alviverde dentro de campo, virá com tudo para acompanhar a campanha palmeirense durante o Campeonato Brasileiro de 2011 e a Copa Sul-Americana.

    Não deixe o sentimento parar! Contamos com você!

    Avanti Palestra
    Ass.: Equipe Real

sexta-feira, 20 de maio de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Torcedor 1 x 0 Profissional


Neste domingo, às 16 horas, em São José do Rio Preto, o Palmeiras estreia no Brasileirão contra o Botafogo. O confronto com o rival carioca, com certeza, é a partida a que eu mais assisti in loco. Desde que fui morar no Rio de Janeiro, em 2005, acompanhei três Botafogo x Palmeiras, em três estádios diferentes. O balanço é positivo. Duas vitórias e uma derrota.


Perdi no Engenhão a partida que marcou a despedida de Valdivia do Palmeiras em sua primeira passagem, em 2008. Um a zero, Botafogo. Antes, já havia ganhado no Maracanã, por 3 a 1, em dia de Enílton (!) e Paulo Baier, em 2006. Mas, as melhores lembranças que tenho de Palmeiras e Botafogo vêm de um jogo do Brasileirão de 2005. Nem antes, nem depois, eu nunca acompanhei o Verdão tão de perto quanto naquele 8 de outubro.


Até então, com 21 anos, eu havia assistido a apenas um jogo do Palmeiras, contra o Figueirense, quando ainda morava em Florianópolis. Com pouco mais de dois meses de estágio no Sportv, no Rio de Janeiro, apareceu a oportunidade. Botafogo e Palmeiras, no acanhadíssimo estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, já que o Maracanã passava por reformas para os Jogos Panamericanos.


A transmissão do jogo seria da TV Globo, não do Sportv. “No meio da semana, faremos Vasco e Inter. Por que você não deixa para ir nesse jogo, que é nosso?”, questionou um coordenador da área de eventos do canal. A resposta foi simples: “Porque eu sou palmeirense, oras”. Depois de alguma insistência, consegui o aval para acompanhar a equipe da Globo.


No domingo, depois do almoço, fui até a famosa sede da Vênus Platinada, no Jardim Botânico. Caipirão, fiquei quase mudo ao encontrar a lenda Léo Batista. Simpatissíssimo, o velhinho me surpreendeu ao mostrar que conhecia até minha pequena Santa Mariana natal.


Partimos para o estádio. A ideia era que eu ficasse na arquibancada, mas graças à várzea que é o futebol brasileiro, pude ficar dentro do campo, sem fazer nada, só para assistir ao jogo. Do alto da minha paixão e do baixo do meu profissionalismo, questionei ao repórter que me acompanhava se eu poderia me arriscar a pedir uma camisa do Palmeiras a algum jogador. Ele deixou claro que não era uma atitude muito profissional, mas como eu era apenas um estagiário... “Só não vai pedir pro Juninho Paulista, que ele é meio estrelinha!” Ok.


Fiquei atrás das placas de publicidade no gol onde o Verdão atacou no primeiro tempo. Se pegarem a gravação do jogo, é capaz que eu apareça ali. Muito, muito perto mesmo. Um sonho.


Desde o começo da partida, o limitado time do Palmeiras, com Marcinho e Gioino no ataque, ditava o ritmo. Pressionava o Botafogo. Parecia jogar em casa na Arena da Ilha do Governador, um estádio pequeno, com cara de interior.


Aos 27 minutos, o gol do Alviverde saiu na minha cara. Marcinho Guerreiro – quem diria! – invadiu a área pela esquerda e bateu com categoria para vencer o goleiro Max. Um a zero. E foi o suficiente para o primeiro tempo.


No intervalo, os jogadores passavam ao meu lado a caminho do vestiário e eu pensava se teria outra chance daquela. Após os 15 minutos, não resisti. Foquei num jogador menos conhecido, bem meia-boca mesmo, e ataquei. Quando o reserva Washington (esse mesmo que fez os dois gols do Ceará que eliminaram o Flamengo da Copa do Brasil) passou do meu lado, o puxei pelo braço e inventei: “Cara, meu irmãozinho é palmeirense e queria muito ter vindo ao jogo, mas quebrou a perna. Ele iria ficar muito feliz se eu levasse uma camisa do Palmeiras para ele... bla... bla... bla...” O Washington, mais zé-ninguém à época do que hoje em dia, me explicou que não poderia dar a camisa, provavelmente já prometida a algum porteiro, síndico, vizinho, primo, amigo ou sei lá o quê. Fazer o quê, né?


No segundo tempo, me posicionei na linha de impedimento do ataque do Palmeiras. Bem longe de enxergar o pênalti que Alex Alves bateu, aos cinco minutos, para empatar para o Botafogo. Mas, muito perto de ver o gol da vitória do Palmeiras, aos 16. Corrêa cruzou e Marcinho, de frente para mim, cabeceou no canto esquerdo de Max. A bola ainda tocou a trave antes de entrar. Com esse tento, ele assumia a vice-artilharia do Brasileirão.


O Botafogo ainda buscou o empate. Lembro-me bem do Caio, hoje comentarista da Globo, se aquecendo do meu lado para entrar, antes de perder uma grande chance cara a cara com Marcos no fim do jogo.


Depois do apito final, acompanhei tudo de perto. A torcida do Botafogo indo embora revoltada. As entrevistas coletivas improvisadas dentro de um trailler. O Marcinho conversando com um amigo bem na minha frente, com a camisa palestrina na mão...


Dessa vez, segurei a vontade de pedir para mim o manto alviverde usado pelo artilheiro. Já era hora do profissional tentar empatar esse jogo.




Botafogo 1 x 2 Palmeiras


Luso-Brasileiro (Rio de Janeiro)



Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)


Assistentes: Roberto Braatz e Faustino Vicente Lopes (PR)



Gols: Marcinho Guerreiro, aos 27 minutos do primeiro tempo; Alex Alves, aos cinco, e Marcinho, aos 16 minutos do segundo tempo.



Botafogo: Max; Ruy (Rogério Souza), Rafael Marques, Scheidt e Bill; Jonílson, Diguinho, Zé Roberto (Almir) e Ramon (Caio); Ricardinho e Alex Alves. Técnico: Celso Roth



Palmeiras: Marcos; André Cunha (Roger Bernardo), Daniel, Gláuber e Fabiano; Marcinho Guerreiro, Corrêa, Juninho Paulista e Diego Souza (Pedrinho); Marcinho e Gioino (Warley). Técnico: Emerson Leão

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Twitter, zagueiro e aniversário


Nesta quinta-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, ocorreram os julgamentos pelos fatos ocorridos na partida contra o Corinthians, pela semi-final do Paulistão. Felipão pegou 6 jogos de suspensão e uma multa de R$40 mil. O fato foi até comemorado, já que o técnico poderia pegar gancho de até 20 jogos. Os advogados palmeirenses tem 3 dias para recorrer da sentença e tentar convertê-la em ações sociais. Danilo, expulso num lance com o atacante Liedson, pegou uma partida de suspensão. Deola, por ter ofendido o árbitro Paulo Cesar Oliveira e a própria FDF, via twitter, estará suspenso por 2 jogos. Todas as suspensões deverão ser cumpridas no C
ampeonato Paulista 2012.



Falando em twitter, tantas já foram as polêmicas causadas pela ferramenta mais “queridinha” dos boleiros, atualmente, que Kléber diz ter abandonado seu perfil. E ainda se comprometeu a ser mais centrado e ponderado em suas entrevistas. Levando em consideração sua notável mudança de comportamento em campo, podemos acreditar que o Gladiador está mesmo disposto a se controlar. Estaria ele de olho numa vaga, na seleção brasileira? Creio que sim!
A nota boa do dia veio do empresário do zagueiro Henrique. Ele diz que o Palmeiras está muito empenhado na negociação. As chances do negócio se concretizar aumentam substancialmente. Barcelona, a priori, quer vende-lo por R$9,2 milhões. O Palmeiras tenta negociar por empréstimo ou até, fechar uma parceria para trazer Henrique em definitivo.
Outra notícia divertida e interessante, é o aniversário de estréia do Santo, no gol. Na verdade, Marcos já havia atuado contra o Guaratingueta, num amistoso e também, alguns minutos contra o XV de Jaú, no Paulistão 96. Porém, em 19 de maio desse mesmo ano, contra o Botafogo (Ribeião Preto), no Palestra Itália, Marcos joga os 90 minutos, pega um pênalti e ajuda o time vencer por 4 X 0. Começava ali a linda história de amor entre a torcida palmeirense e o goleiro que opera milagres.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Para o segundo semestre

Por Adriana Vieira

Semana que antecede a estréia no Brasileirão. Tempo de aprimorar a forma física, dispensar jogadores, contratar outros. Esquecer as tristezas, assimilar as lições e focar em novos objetivos: em primeiro lugar, o título de campeão (seja do Brasileiro ou da Copa Sulamericana). Na impossibilidade, uma vaga pra Libertadores.

A manutenção do elenco é uma questão importante e delicada. O time, apesar dos pesares, rendeu bem. Teve o quinto melhor desempenho dentre todos os times brasileiros, no período. A espinha dorsal – Marcos/Deola, Thiago Heleno, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Valdívia e Kleber, deve permanecer. Cicinho tem se mostrado fundamental. Lincoln é excelente para compor elenco. Pierre está de volta. O lateral Paulo Henrique foi contratado por empréstimo junto ao Paraná Clube. Próximo nome que deve ser anunciado é do atacante Adilson, destaque do XV de Piracicaba (que conseguiu acesso à primeira divisão do Paulista, de 2012). Luan, que está emprestado e pertence ao Toulouse ( FRA), não deve ter seu contrato renovado. Com a lesão de Wellington Paulista, Adriano Michael Jackson, que estava prestes a ser dispensado, tem mais chances de mostrar a que veio. Dentre outras idas e vindas.


O saldo dessa primeira parte do ano não deixou o torcedor satisfeito. “Bateu na trave” nos dois campeonatos que Palmeiras participou. Agora, com ânimos menos exaltados e tentando tratar os problemas internamente, afinal roupa suja se lava em casa, o Palmeiras pode ter um bom desempenho no segundo semestre.

Na festa promovida pela Federação Paulista de Futebol, na noite de ontem, tivemos Cicinho, Kleber e Felipão na seleção do campeonato e Deola foi premiado como o goleiro menos vazado.

domingo, 15 de maio de 2011

Politicagem Generalizada

Por José Miguel Prestes

    Com nostro Palestra em 'férias' até a chegada do Brasileiro e com tantas notícias ruins sendo vinculadas ao redor do alviverde, resolvi debater um assunto que na verdade diz respeito a outro clube: o Fluminense. O objetivo é servir de alerta e mostrar o quanto o câncer chamado 'política' afeta o futebol.

    No último sábado (14), o site Globoesporte.com noticiou que o atacante Émerson poderia voltar ao Fluminense, após alguns dias sem clube. Para quem não acompanhou a história, o jogador saiu pelas portas do fundo do clube ao acertar uma rescisão 'amigável' com a diretoria, por mau comportamento.

Vai, Émerson! E vê se não volta...
    O primeiro fato a chamar a atenção, logicamente, é o péssimo comportamento e o humor negro do atacante. Primeiramente, o jogador irritou aos próprios companheiros cantando uma música que faz referência ao maior rival - o Bonde do Mengão Sem Freio - no ônibus do time, a caminho de um jogo decisivo da Libertadores. Só para lembrar, o atacante tem passagem pelo clube rubro-negro. Como se não bastasse, insinuou em entrevista que o atacante Fred interferia nas decisões do técnico interino do time, Enderson Moreira. Na hora que li a notícia, lembrei da história do atacante Robert, que também arranjou confusão em um ônibus do Palmeiras, em discussão com o técnico também nada consagrado Antônio Carlos Zago. Pouco tempo depois desse fato, atacante e técnico palmeirenses foram dispensados pelo clube.

    O segundo e mais grave fato foi o maior motivador deste post. Após toda essa situação e a saída conturbada do atleta, o presidente da Unimed (patrocinadora do Fluminense), Celso Barros, solicitou a 'nova' contratação do atleta pelo clube. O motivo? O patrocinador havia saído no prejuízo por ter investido no atleta e, agora, ele estar sem clube. Agora me digam, palestrinos: Que autoridade que o presidente de um patrocinador tem para interferir em assuntos como este? Alguém aí conhece algum outro clube onde o presidente do patrocinador seja ao menos conhecido pela torcida?

    No Palmeiras, ESTA situação não acontece. Felizmente, a Fiat ainda se mantém mais preocupada em produzir carros e ver a sua marca estampada nos produtos palmeirenses. Porém, a bagunça nos bastidores palmeirenses não fica atrás da bagunça tricolor.

    Uma coincidência na história recente entre os clubes está o fato de ter tido, nos últimos anos, a passagem do técnico Muricy Ramalho. Se no Fluminense ele conquistou seu 4º título brasileiro consecutivo, em 2011 saiu de maneira conturbada do clube, em uma situação que ainda não ficou clara, para mim. O treinador sempre defendeu a ética no futebol e, por mais ranzinza que seja, agiu com ética durante sua carreira. Principalmente, cumprindo os contratos com os clubes até o fim. No próprio Fluminense, em 2010, chegou a recusar um convite da Seleção Brasileira por ter contrato com o tricolor. No ano seguinte, o treinador 'abandonou' o clube no auge da Libertadores, com o clube lutando para se classificar. Não condiz com a postura que o treinador sempre defendeu e a história parece ter mais capítulos do que sonha nossa vã filosofia.

    No Palmeiras, o treinador não durou muito tempo e também saiu brigado com a diretoria. Apesar de não concordar com alguns pensamentos futebolísticos de Muricy, não podemos contestar sua competência. Os resultados falam por si. Em pouco tempo no Santos, em 2011, acabou de sagrar-se campeão paulista, recuperou o time na Libertadores e caminha como único brasileiro na competição. Não é estranho que os únicos clubes que não tenham 'gostado' de Muricy tenham sido justamente aqueles dos bastidores conturbados? Inter, São Paulo e Santos colhem e colheram seus frutos.

    Hoje, com Felipão no comando, novamente não podemos reclamar de treinador. O câncer que temos parece ser da mesma linha que sofre o clube carioca: politicagem generalizada!

    Avanti Palestra!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Agora, Novos Sonhos

Por Adriana Vieira

Não vou ser desonesta, fazendo análise tática, comentando gols, substituições, relacionados ou qualquer outra coisa, do tipo. Não assisti à partida. A dor ainda estava demasiada e exageradamente dilacerante, para que eu pudesse acompanhar os 90 minutos. E o medo, também.

Soube que o jogo terminou 2 X 0. Como saldo – e se serve de consolo – o Palmeiras conseguiu ser o time que interrompeu a série invicta do Coxa, de 24 vitórias consecutivas.


Outro ponto a ser ressaltado foi a presença de quase 7 mil torcedores. Até o início da tarde, especulava-se que, poderia ser o pior público da história alviverde, já que apenas 500 ingressos tinham sido comercializados antecipadamente.

Daqui por diante, novos sonhos. Dia 22 a estréia do Campeonato Brasileiro. A tão aguardada assinatura do presidente, para a sequência das obras, da nova Arena. Contratações. Dispensas. E tudo o que ainda há por vir. Pro bem ou pro mal.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – No tempo em que acreditávamos

Perder uma semifinal de Paulistão para o Corinthians nos pênaltis, com uma arbitragem – digamos – polêmica, dói. Perder uma final de Libertadores para o Boca Juniors em casa dói. Perder uma decisão de Mundial para o Manchester United com uma falha do maior ídolo dói. Perder – ou melhor, empatar duas vezes em zero a zero – uma final de Brasileirão para o Vasco do Eurico Miranda dói.


Perder de 6 a 0 para o Coritiba como ontem não dói. Dá uma vergonha lascada, isso sim! Vergonha daquelas de fazer o cara não querer sair de casa, sabe? Não tenho vergonha de falar que, muitas vezes, tenho vergonha do Palmeiras. Desculpe-me o torcedor mais xiita, mas é verdade. Que outro nome tem o que eu senti quando andei por quase um quilômetro do Pacaembu até meu carro depois de ver o time perder em casa para o rebaixado Goiás e dar adeus à Copa Sulamericana no ano passado?


É engraçado. Acredite ou não, eu tenho com o Palmeiras uns lances premonitórios. Não estou me gabando disso, não, pelo contrário. Preferia não ter. Vira e mexe, eu sinto quando o time vai se dar mal. No dia do jogo, são vários os sinais. Antevejo gols que o time leva. Adivinho pênaltis perdidos. É um inferno. Não é sempre, mas quando acontece é, como diriam os antigos, batata! Até parei de ir ao estádio por causa disso.


Nesta quinta-feira, tentando pensar em um bom e velho jogo para o tradicional post de sexta, eis que me vem à cabeça uma inesquecível disputa de 1995. Veio assim, do nada, como se fosse um sinal. Palmeiras e Grêmio pelas quartas de final da Libertadores da América.


No jogo de ida, tal qual no Couto Pereira ontem, o Verdão foi esculachado. Arce, Arílson, Jardel, Jardel, Jardel. Grêmio 5, Palmeiras 0. Confusão, briga. Fim da linha para o alviverde na disputa pela América, certo? Bom... Certo, mas não foi tão fácil assim. Naquele tempo, era permitido, aos palestrinos, acreditar.


Palestra Itália, dois de agosto de 1995. Se a eliminação era certa, o que viesse seria lucro. E o lucro foi grande. O que aconteceu naquele dia, até hoje, dá orgulho ao torcedor palmeirense.


O que já era ruim ficou horrível para o Palmeiras quando, aos oito minutos do primeiro tempo, Jardel se aproveitou de uma bobeira geral da zaga palmeirense e, meio de canela, fez um a zero para os gaúchos, comandados por Felipão.


A partir daí, o Palmeiras não desanimou, ao contrário do time atual. Em nome de algo chamado dignidade, foi para cima do Grêmio. Minutos depois, Wágner tentou invadir a área pela esquerda e a bola tocou na mão de Arce. O árbitro Antônio Pereira da Silva não viu pênalti na jogada. Aos 29, Cafu, jogando como meia, se aproveitou de uma confusão na área gremista, recebeu de Alex Alves e empatou. Dez minutos depois, mais uma jogada de Alex Alves pela direita e o improvável aconteceu. Um gol de Amaral! Assim, o Palmeiras virou o jogo ainda no primeiro tempo. A classificação estava longe. Faltavam pelo menos quatro gols para que a decisão fosse para os pênaltis.


O segundo tempo veio e trouxe com ele a fé no milagre. Treze minutos. A jogada começou com Mancuso no meio do campo e terminou na conclusão fatal de Paulo Isidoro. Três a um para o Palmeiras. O quarto gol saiu da luta de Antônio Carlos, um leão em campo. O zagueiro invadiu a área e foi derrubado por Luís Carlos Goiano. Pênalti, que o argentino Mancuso (auxiliar de Maradona na Copa do Mundo da África do Sul) bateu com categoria, tirando o goleiro Murilo da foto.


Só faltavam dois gols e o Palmeiras ainda tinha 20 minutos de jogo para buscá-los. O impossível estava virando algo muito provável diante dos olhos de um país que parou aquela noite para ver os dois melhores times de então se enfrentarem.


Aos 39 minutos, a equipe de Carlos Alberto Silva chegou ao quinto gol. Um golaço de Cafu! O lateral direito Índio lançou na meia-lua para Magrão, que tocou de primeira por cima da zaga gremista. Cafu pegou na veia de bate-pronto! Cinco a um! Sonha o palmeirense! Para quem buscava apenas a dignidade, a possibilidade da classificação estava a apenas mais um gol...


Nos minutos que se seguiram, o Grêmio prendeu a bola, como era de se esperar, e não deu ao Palmeiras muitas chances de atacar. Em uma delas, Mancuso arriscou de canhota do meio da rua e mandou por cima da trave.


Não deu. O gol não saiu e o Palmeiras foi eliminado. Porém, não era isso que a torcida demonstrava ao apito final do árbitro. Poucas vezes, um time que se despede de uma competição foi tão louvado pelos seus torcedores como naquela noite. Tem horas em que o resultado se torna apenas um detalhe.


Honra, dignidade, luta, futebol, classe, amor à camisa. Substantivos de um tempo em que nos era permitido acreditar.


Ousando adaptar Drummond. “Aquele Palmeiras e Grêmio é apenas um vídeo no Youtube. Mas, como dói!”




Palmeiras 5 x 1 Grêmio
Palestra Itália (São Paulo)
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)


Gols: Jardel, aos oito, Cafu, aos 29, e Amaral, aos 39 minutos do primeiro tempo; Paulo Isidoro, aos 13, Mancuso, aos 24, e Cafu, aos 39 minutos do segundo tempo.



Palmeiras: Sérgio; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Wágner; Mancuso, Amaral (Magrão), Cafu e Paulo Isidoro; Alex Alves (Maurílio) e Muller. Técnico: Carlos Alberto Silva


Grêmio: Murilo; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Adílson, Luís Carlos Goiano, Arílson (André Vieira) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel (Nildo). Técnico: Luiz Felipe Scolari

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Abatimento e amargura

Marcos acaba de esbravejar ao microfone. Disse que, se tivessem avisado que não iriam se esforçar durante a partida, ele nem entrava. Disse também que, mesmo se estivessem ele e o Deola sob as traves, hoje, tomariam pelo menos 3 gols. E o discurso inflamado não parou por aí. Falou que, para parecer um time de guerreiros, no jogo da volta, os jogadores correrão como loucos. Mas, não há como reverter o resultado catastrófico.
Muito triste ver o abatimento e amargura do nosso Santo. Não foi a primeira vez que ele agiu desta maneira. Tomara que não seja a última







No decorrer da tragédia (sim, porque isso não pode ser chamado de partida pelos palmeirenses), já começaram a especular a possibilidade de clima ruim e racho no elenco. Até ontem, era um time admirável que, com um jogador a menos, deu sufoco no Corinthians.
Como disse Miguel, mentor deste blog, “parabéns ao Coxa, que nos venceu dentro de campo, sem precisar do juiz”.
Não há muito mais o que dizer, num dia como hoje. Capítulo triste, de uma linda história.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É futebol né Valdivia?!?!

Peço perdão aos leitores pela não postagem na segunda-feira mas ocorreram alguns problemas técnicos que impossibilitaram a postagem...


Dia de clássico é sempre assim. A torcida fica na expectativa dias antes imaginando quem poderá ser o personagem da partida. Do lado alviverde com certeza a torcida esperava uma atuação de gala do mago Valdívia junto com o Gladiador. Já do lado alvinegro a esperança era o matador Liédson, mas no fim das contas o real personagem foi Paulo César de Oliveira.

Inareditável grande parte da imprensa dizer que esse árbitro tenha feito uma arbitragem quase nota 10. Qual o critério para a expulsão de Danilo e Liédson ter continuado em campo? Ou então o amarelo logo no ínicio de jogo para o atacante Kleber? Não vou comentar nem a expulsão de Felipão sendo que, até agora não apareceu nenhum imagem provando o gesto do treinador.

Mas mesmo sem uma arbitragem justa, sem Valdivia, sem Cicinho, e com um a menos o Palmeiras mostrou muita garra em campo e não saiu vitorioso porque realmente não era pra vencer. Tirando o jogador Danilo que foi imprudente em sua jogada de expulsão, ou até nem tanto, nenhum jogador merece críticas. O que vimos foi um excelente clássico que foi prejudicado por uma má arbitragem mas que apesar dos ocorridos proporcionou muita emoção as duas torcidas....

Parabéns as duas equipes, mas principalmente ao Palmeiras por não se entregar de nenhuma maneira! A tempos não se via nostro Palestra mostrar tanta vontade de vencer. Seria o efeito Felipão que finalmente incorporou essa equipe? O que estaria reservado para nós torcedores na sequência da Copa do Brasil? Não podemos saber se o time vai piorar ou melhorar o que resta é esperar a próxima quinta-feira e torcer para que nostros guerreiros mostrem a mesma vontade mostrada contra o Corinthians....

Quando o último penalti foi batido me lembrei da entrevista de Valdívia depois do jogo contra o Santo André quando perguntado sobre o ocorrido com o zagueiro Anderson, o mago usou sua resposta clássica: " isso é futebol né" frase que se encaixa perfeitamente no sentimento palestrino após a derrota de domingo. Futebol é assim mesmo, muitas vezes nos proporciona momentos que não conseguimos entender, mas é isso que o torna ainda mais apaixonante....

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como explicar as dores e delícias de ser palmeirense para um não-palmeirense? Não acho que amamos mais nosso time. Até porque, isso seria subestimar a capacidade de amar, de todas as outras torcidas do mundo. Muita pretensão! Mas, as reações sentidas e observadas, pós-eliminação de domingo, é algo que só nós entendemos.
Aplaudir o time na hora da dor não é tarefa simples. Ainda mais depois de assistir aquele circo de horrores, da arbitragem. A revolta ficou em segundo plano e aqueles que estiveram no Pacaembu souberam, com maestria, apoiar nossos guerreiros.






Esse episódio me fez lembrar o desembarque da delegação alviverde, retornando do Japão, assim que perdemos o Mundial Interclubes. Lágrimas e aplausos. E uma faixa especialmente dedicada ao nosso Santo, com palavras do Rei: “se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi”.
Acho que essa frase é o que mais se aproxima de uma possível definição. Não importa o resultado final. Evidente que, ganhar sempre é bom. Mas, o Palmeiras está acima disso. Sendo campeão do mundo ou disputando a segunda divisão, o amor é incondicional. E sempre continuará sendo.
É hora de juntarmos nossos cacos e concentramos forças na Copa do Brasil. Quinta-feira a batalha será árdua. Mas, com nosso mestre – que mais uma vez provou que, taticamente é um gênio, dando sufoco mesmo com um jogador a menos – e com a possível volta de Marcos, quem sabe a invencibilidade do Coritiba termine. Ainda que Valdívia e Cicinho façam imensa falta. E no jogo de volta, estaremos lá... Quem se anima a nos acompanhar?


domingo, 1 de maio de 2011

Honra Palestrina

Por José Miguel Prestes

    Momento de revolta para todo palmeirense. Se perder para o Corinthians já não é muito agradável (até porque nos acostumamos a ganhar, principalmente em decisões), ter que vê-los contentes em ganhar sem honra é ainda mais estranho. A revolta que normalmente surge contra o time em algumas derrotas importantes, muda de foco e se volta contra fatores que não gosto e sob os quais não costumo jogar a responsabilidade. Culpar a arbitragem não é meu esporte favorito. E acredito que também não é o da grande maioria verde.
ARBITRAGEM - Dinheiro na mão ou simplesmente sono?!
    Mas vendo o time ser prejudicado não apenas em um lance, mas em todos, não apenas durante o jogo, mas antes (no sorteio furado para a escolha do árbitro) e depois (nos comentários parciais - para não dizer outra coisa - da imprensa rosa e preta), não tem outro jeito. Mas é melhor assim. Ficamos tranquilos por ver o quanto nostra squadra honra o manto que veste. Contra tudo e contra todos (todos!), lutamos até o final, mandamos bola na trave e não levamos a vaga por muito pouco. Seria histórico. Do jeito que foi, ficou trágico.

    Tragédia anunciada, honra e raça comprovadas. Orgulho verde que não tem preço! Milton Neves dizendo que Felipão não trouxe nenhum retorno ao investimento feito em cima dele é a prova de que não são todos que vêem o que realmente tem valor. Por isso, faço um apelo aos palestrinos: não se revoltem; orgulhem-se!

    Avanti Palestra!