Por José Miguel Prestes
Com nostro Palestra em 'férias' até a chegada do Brasileiro e com tantas notícias ruins sendo vinculadas ao redor do alviverde, resolvi debater um assunto que na verdade diz respeito a outro clube: o Fluminense. O objetivo é servir de alerta e mostrar o quanto o câncer chamado 'política' afeta o futebol.
No último sábado (14), o site Globoesporte.com noticiou que o atacante Émerson poderia voltar ao Fluminense, após alguns dias sem clube. Para quem não acompanhou a história, o jogador saiu pelas portas do fundo do clube ao acertar uma rescisão 'amigável' com a diretoria, por mau comportamento.
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| Vai, Émerson! E vê se não volta... |
O primeiro fato a chamar a atenção, logicamente, é o péssimo comportamento e o humor negro do atacante. Primeiramente, o jogador irritou aos próprios companheiros cantando uma música que faz referência ao maior rival - o Bonde do Mengão Sem Freio - no ônibus do time, a caminho de um jogo decisivo da Libertadores. Só para lembrar, o atacante tem passagem pelo clube rubro-negro. Como se não bastasse, insinuou em entrevista que o atacante Fred interferia nas decisões do técnico interino do time, Enderson Moreira. Na hora que li a notícia, lembrei da história do atacante Robert, que também arranjou confusão em um ônibus do Palmeiras, em discussão com o técnico também nada consagrado Antônio Carlos Zago. Pouco tempo depois desse fato, atacante e técnico palmeirenses foram dispensados pelo clube.
O segundo e mais grave fato foi o maior motivador deste post. Após toda essa situação e a saída conturbada do atleta, o presidente da Unimed (patrocinadora do Fluminense), Celso Barros, solicitou a 'nova' contratação do atleta pelo clube. O motivo? O patrocinador havia saído no prejuízo por ter investido no atleta e, agora, ele estar sem clube. Agora me digam, palestrinos: Que autoridade que o presidente de um patrocinador tem para interferir em assuntos como este? Alguém aí conhece algum outro clube onde o presidente do patrocinador seja ao menos conhecido pela torcida?
No Palmeiras, ESTA situação não acontece. Felizmente, a Fiat ainda se mantém mais preocupada em produzir carros e ver a sua marca estampada nos produtos palmeirenses. Porém, a bagunça nos bastidores palmeirenses não fica atrás da bagunça tricolor.
Uma coincidência na história recente entre os clubes está o fato de ter tido, nos últimos anos, a passagem do técnico Muricy Ramalho. Se no Fluminense ele conquistou seu 4º título brasileiro consecutivo, em 2011 saiu de maneira conturbada do clube, em uma situação que ainda não ficou clara, para mim. O treinador sempre defendeu a ética no futebol e, por mais ranzinza que seja, agiu com ética durante sua carreira. Principalmente, cumprindo os contratos com os clubes até o fim. No próprio Fluminense, em 2010, chegou a recusar um convite da Seleção Brasileira por ter contrato com o tricolor. No ano seguinte, o treinador 'abandonou' o clube no auge da Libertadores, com o clube lutando para se classificar. Não condiz com a postura que o treinador sempre defendeu e a história parece ter mais capítulos do que sonha nossa vã filosofia.
No Palmeiras, o treinador não durou muito tempo e também saiu brigado com a diretoria. Apesar de não concordar com alguns pensamentos futebolísticos de Muricy, não podemos contestar sua competência. Os resultados falam por si. Em pouco tempo no Santos, em 2011, acabou de sagrar-se campeão paulista, recuperou o time na Libertadores e caminha como único brasileiro na competição. Não é estranho que os únicos clubes que não tenham 'gostado' de Muricy tenham sido justamente aqueles dos bastidores conturbados? Inter, São Paulo e Santos colhem e colheram seus frutos.
Hoje, com Felipão no comando, novamente não podemos reclamar de treinador. O câncer que temos parece ser da mesma linha que sofre o clube carioca: politicagem generalizada!
Avanti Palestra!

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