sexta-feira, 24 de junho de 2011

Obrigado, Santo!

    Por José Miguel Prestes



    No aguardo pelo já tradicional post de sexta-feira de Thiago Macedo - a coluna NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA -, escrevo apenas para agradecer a um grande homem por mais uma lição de vida, entre tantas outras que ele mesmo já nos proporcionou. 

    Em 2009, saí de Apucarana, com alguns amigos, para assistir à partida entre Palmeiras e Grêmio, no inesquecível Estádio Palestra Itália. Uma disputa direta pelas primeiras posições e uma derrota (1x0 para o Grêmio) que praticamente tirou o Palmeiras da disputa. Se não matematicamente, o abalo psicológico que esta derrota deixou no time foi decisivo para a queda livre até o final da competição. Aos 29 minutos do 2º tempo, com a partida já em 1x0, Marcos partiu para o ataque palmeirense, desesperado pelo gol de empate. Até o final da partida, isso se repetiu em mais 3 oportunidades. Duramente critcado pela atitude, o Santo admitiu que errou, considerou ridícula sua própria atitude, mas mostrou a todos o quanto honra o manto que veste.


    No último domingo, quase 2 anos depois da "sede pelo gol", o Palmeiras vencia o Avaí no Canindé, por 4x0. Tudo já estava decidido, quando Lincoln sofreu um pênalti. Toda a torcida, o batedor oficial (Kleber) e o jogador de linha mais experiente (Marcos Assunção) concordaram: Marcos deveria bater o pênalti! Não haveria homenagem melhor para o maior ídolo da história palestrina!

    Sem se deixar levar pela situação, o Santo, sensato, colocou-se no lugar do jovem goleiro adversário e recusou a cobrança, em sinal de respeito. 

    Assumo ter pedido loucamente o mesmo que praticamente todos no estádio também pediam. E, por isso, agradeço por mais uma lição de vida proporcionada por este santo goleiro. 

    Obrigado, São Marcos!

    "Eu não sou o batedor oficial do Palmeiras. Não é porque o time está ganhando de 4 a 0 que eu vou lá. E o moleque (Aleks) está começando agora no gol. Só porque o Rogério faz gol, os caras querem que eu faça, mas e eu não faço gol. O Rogério é o batedor oficial do São Paulo, bate com 0 a 0 ou 5 a 0. Não é porque o moleque (Aleks) está começando agora e ia ser homenagem pra mim que eu iria lá. Pra mim seria desrespeito."
São Marcos, 19 de junho de 2011.

domingo, 19 de junho de 2011

Apertem os cintos! O Mestre sumiu...

Por José Miguel Prestes

    Dentro de alguns instantes, estarei me encaminhando para o Canindé para acompanhar uma grande decisão. Palmeiras x Avaí, pelo 5ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ahn?! Pois é. Depois de uma semana tumultuada como foi a nossa, o que vier agora deverá ditar o andamento das coisas durante um bom tempo. Para nossa sorte, o adversário é fraco, o jogo é em "casa"... sorte? Outro ponto de interrogação. Nos desacostumamos a ir tranquilos a um jogo. Independentemente do local e até do adversário.

Marcos Assunção discute com torcedores no desembarque em Porto Alegre
    Na última rodada, no desembarque em Porto Alegre (já tumultuado por causa das cinzas do vulcão chileno), alguns torcedores desorganizados fizeram uma manifestação fervorosa voltada principalmente contra o "útil taticamente" Luan. O problema foi que, novamente, quem tomou as dores foi o volante Marcos Assunção. Encarou torcedores, discutiu, colocou dedo na cara. Tinha lá suas razões.

    Dentro de campo, o Palmeiras foi superior ao Inter durante quase o jogo todo, saiu perdendo e virou a partida, acabou tomando o gol de empate no final, mas, analisando friamente, foi um bom resultado contra o Inter, no Beira-Rio. Mas, tratando-se de Palmeiras, nada que acalmasse o ambiente.

    No início da semana, Felipão foi à Europa, tratar de assuntos particulares. Talvez, se soubesse os fatos que se sucederiam, não tivesse ido. Ou tivesse ido mais cedo, já que ninguém sabe exatamente que tipo de assunto particular ele foi tratar. Mas, não querendo colocar mais polêmica e até com medo de tocar neste assunto, vamos direto aos "fatos que se sucederam".

    Tinga foi injustamente afastado do time por Felipão nos 2 últimos jogos. Logicamente não digo que foi injusto pelo que ele vem fazendo dentro de campo. Esse sim seria um bom motivo para tal. O problema é que o motivo do afastamento foi o fato de Tinga ter os mesmos empresários que o Vinícius. Ahn? Pois é. Algumas coisas só acontecem no Palestra. Felipão havia ficado bravo com o grupo DIS por eles terem feito o atacante recusar uma boa oferta do futebol europeu. Teoricamente, seria bom para o clube e bom para o jogador. Mas eles foram contra. Algum problema? Defender empresário é complicado. Mas quando vendem, o clube reclama. Quando não vendem, também? Acharam que ele é novo e deve ficar mais tempo no clube. Se não houver nenhum outro fato obscuro nessa história (como sempre tem), o único absurdo parece ser o fato de Tinga ter sofrido as consequência.

Tinga: o bode expiatório
    Mas o Tinga? Ninguém vai sentir falta! Realmente. Dentro de campo, acho que não. O problema é o quanto isso tumultuou o ambiente. Com a ausência de Felipão, o jogador não foi mais treinar, falou que ia sair etc. Cicinho deu entrevista dizendo que o meia havia chorado muito, não entendia o que estava acontecendo e que todos no grupo estavam torcendo por ele. Depois disso, Wellington Paulista se sentiu no direito de questionar a reserva, a imprensa se sentiu no direito de falar que o Kleber estava indo pro Flamengo... Cadê o comando? É só o Mestre sair para a bagunça se generalizar? Isso que a ordem já não era total.

    Agora é hora do Palmeiras encostar nos líderes, já que enfrenta nas próximas rodadas (começando por hoje) adversários muito mais fracos que os rivais. Tropeços nessas circunstâncias podem ser fatais e tantos boatos podem virar realidade. Pela paz, precisamos cumprir com nossas obrigações!

    Palpite Real: Palmeiras 2x0 Avaí (Marcos Assunção e Wellington Paulista). Afinal, a esperança é verde!
   Avanti Palestra!

sábado, 18 de junho de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Jogos que eu não vi

Por Thiago Macedo

Diz a sabedoria popular que é melhor se arrepender do que se faz do que se arrepender do que não se faz. Eu já me arrependi de uma porção de coisas que fiz. E de um punhado igual de coisas que não fiz.

Em 30 de janeiro de 2000, minha mãe, meu irmão e eu estávamos prontos para sair de Apucarana rumo a Londrina para ver o Brasil, de Vanderlei Luxemburgo, Alex, Ronaldinho
Gaúcho, Fábio Costa e companhia limitada enfrentar a Colômbia, pelo Pré-Olímpico. Seria a primeira vez (e única até hoje) que assistiríamos a um jogo da Seleção.

Não lembro o motivo. Acho que deu preguiça. Não sei mesmo. O fato é que não fomos. Resultado: o Brasil meteu 9 a 0 na Colômbia, enchendo os olhos dos felizes pé-vermelhos que foram ao Estádio do Café. Gols de Álvaro, Ronaldinho Gaúcho (dois), Edu (dois), Athirson, Adriano Gabiru, Lucas e Warley. Arrependido? Até hoje...

Calma lá! Isso aqui não é um blog sobre o Palmeiras??? Eu chego lá...

Meu segundo grande arrependimento futebolístico veio em 2003. Eu já morava em Floripa e andava meio desencantado com o Verdão, recém-rebaixado para a Série B. Na épo
ca, me interessavam mais a faculdade, os amigos, a praia...

No dia 20 de setembro daquele ano, o Palmeiras desembarcaria na Ilha da Magia para enfrentar o Avaí (nosso próximo adversário no Brasileirão 2011). Confesso que balancei. Vou! Não vou! Vou? Não vou? Acho que a preguiça foi novamente a vilã. A Ressacada ficava longe. Ônibus. Trânsito.

Não fui. Não assisti nem ouvi o jogo. Dormi.

Acordei normalmente e, lá pelas tantas, fui descobrir o que tinha acontecido. É o que resumo nas linhas abaixo.

Três minutos de jogo. A zaga avaiana se atrapalha ao cortar um escanteio. O zagueiro Leonardo, do Verdão, aproveita e empurra para as redes. Um a z
ero.

Vinte e oito do primeiro tempo. Cabeçada de Celso, sem chances para Marcos. Um a um.

Oito minutos depois. Edmílson recebe um presentão da defesa catarinense, invade a área e toca por baixo do goleiro. Dois a um, Palmeiras.

Fim do primeiro tempo, começo da festa.

Dezoito minutos da segunda etapa. Vágner Love dá um drible espetacular no zagueiro e cruza para Edmílson marcar. Três.

Vinte e um minutos: Diego Souza (não o do Vasco!) conclui mais uma jogada do Love. Quatro.

Vinte e seis minutos: Edmílson faz o terceiro dele. Cinco.

Quarenta e três minutos: Diego Souza de novo. Seis.

Pular da janela do quarto andar – onde eu morava na época – não iria resolver nada. Então, tive que aceitar o fato de que eu havia perdido a chance de ver, ali de pertinho, uma grande exibição do Verdão. Tudo bem que era na Série B. Mas, 6 a 1 é 6 a 1, oras. Arrependido? Até hoje...

Naquela época, aos 19 anos, eu nunca tinha assistido a uma partida do Palmeiras no estádio. No ano seguinte, já pela Série A, nosso querido Palestra voltou à capital catarinense para enfrentar o Figueirense. Gato escaldado, não pensei duas vezes e garanti o ingresso para minha estreia nos gramados.

Parece vingança dos jogadores pela minha indiferença de outrora. Um magrinho placar de um a zero, gol de Thiago Gentil. E nada mais. Bem-feito! Aqui (não) se faz, aqui se paga!

Avaí 1 x 6 Palmeiras
Ressacada

Árbitro: Fabrício Neves Correa (RS)

Gols: Leonardo, aos três, Celso, aos 28, e Edmílson, aos 36 minutos do primeiro tempo; Edmílson, aos 18, Diego Souza, aos 21, Edmílson, aos 26, e Diego Souza, aos 43 minutos do segundo tempo.

Avaí: Gilberto; Maricá, Marcão, Max Sandro e Maurício; Edmílson (Márcio Saraiva), Anderson, Joelson (Wandick) e Marcelinho (Reinaldo); Celso e Éder. Técnico: Jair Pereira

Palmeiras: Marcos; Baiano, Daniel, Leonardo e Lúcio; Correa, Marcinho Guerreiro, Élson (Adãozinho) e Diego Souza; Edmílson (Thiago Gentil) e Vágner Love (André). Técnico: Jair Picerni

sexta-feira, 10 de junho de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Negócios, negócios, futebol à parte


Por Thiago Macedo

Vinte e dois de agosto de 2009. Fui ao Palestra Itália para ver o Verdão pegar o Internacional pelo Brasileirão. Verdão? Mais ou menos...

Naquele dia, o Palmeiras lançava sua terceira camisa. Azul! A princípio, não gostei. Mas, depois, fui vendo, peguei na mão em uma loja, analisei com carinho. E adorei! Achei linda! Queria uma pra mim. Só não comprei porque não tinha dinheiro... O que é o marketing!Antes da partida começar, um telão no meio do campo exibiu o vídeo de lançamento da camisa. Guerreiros, a mítica cruz de savoia vermelha no peito... uma superprodução de empolgar qualquer torcedor!

Não me dei o trabalho de contar, mas não foram poucas as vezes que o Palmeiras trocou de uniforme nesses quase dois anos que nos separam daquela partida contra o Inter. A azul foi abandonada depois do fiasco de liderar um campeonato inteiro e, no fim, ficar fora até da Libertadores. Dava azar. Trouxeram de volta a verde-limão. Dava sorte. Não foi bem assim...Mudou o patrocinador, homenagearam as cinco coroas, aposentaram a verde-limão. Criaram uma com cara de camisa de rúgbi, listrada. Bonita. Azar por azar, a Sul-Americana tá aí pra nos atormentar a lembrança... Botaram patrocinador novo na manga, ajustaram a modelagem, homenagearam os campeões mundiais de 1951.

Haja grana para o torcedor acompanhar tanta mudança!

Negócios.

Naquele dia de agosto, tudo azul para o Verdão. O time de Muricy Ramalho jogou bem, não deu chances para o Colorado e se manteve na ponta do Brasileirão.

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Diego Souza fez boa jogada individual, entrou na área e foi derrubado. Obina cobrou o pênalti e abriu o placar para o Palestra, depois de quase um mês sem marcar. Antes desse, seus últimos tentos tinham sido aqueles três contra o Corinthians. Atuação impecável e inesquecível.

Na volta do segundo tempo, logo aos dois minutos, Diego Souza fez novamente uma bela jogada e Ortigoza (mistura do Coalhada com o Antonio Banderas) marcou. Dois a zero. O Inter pressionou até o fim, mas só conseguiu diminuir o placar aos 41, com um golaço do ainda muito menino Giuliano.

Futebol.

Quando penso naquele jogo, não é futebol que me vem à cabeça. Os negócios falam mais alto. Gritam!

Dois camisas 10 de grande talento no deserto que vivemos atualmente. Cleiton Xavier e Giuliano. Diga aí, de bate-pronto, onde estão? Bom, antes que você precise recorrer ao Google, eu digo: Metalist Kharkiv e Dnipro, respectivamente. Trocando em miúdos: estão passando frio e ganhando dinheiro na Ucrânia.

Dois atacantes que, provavelmente, seriam titulares em qualquer time do Brasileirão-11 – no Palmeiras, sem dúvida. Taison e Obina. Nova tentativa. Onde estão? Vou quebrar seu galho novamente: Taison é companheiro do CX10 nos amarelinhos da Ucrânia e Obina, o mito, faz seus golzinhos com a camisa 10 do sensacional Shandong Luneng, da China.

Hoje, o Palmeiras precisa desesperadamente de um substituto para o Mago Valdivia, cuja varinha quebrada parece não ter conserto. Precisamos também de um 9 para dialogar com Kleber, já que o Felipão parece não confiar muito no Wellington Paulista. Cleiton Xavier e Obina não caberiam ali? Até mesmo o Ortigoza, que está lutando por espaço no Cruzeiro, não seria uma boa opção?

E, por outro lado, falando dos dois primeiros, se estivessem por aqui, não teriam mais chance de mostrar a cara para o torcedor, virarem ídolos, sonharem com uma seleção brasileira?

Giuliano. Melhor jogador da Libertadores 2010. Vinte e um anos recém-completados. Participou de todas as seleções brasileiras de base. Não conseguiria um destino melhor? Não estaria cotado para ir à Copa América no próximo mês? A Juventus tem um meia como ele? O Sevilla tem? E tantos outros ingleses, alemães, portugueses...?

Não dá pra julgar, eu sei. O maior contra-cheque que já abri não deve ter passado muito de R$ 4 mil. Provavelmente, nunca saberei o que é ganhar R$ 20 mil, por exemplo. E é isso que deve ganhar um reserva desconhecido em começo de carreira no Palmeiras. Então, imagine o que ganha o Giuliano na Ucrânia ou o Obina na China.

E sempre vai haver aquela velha história. E se o jogador diz não à proposta milionária e quebra a perna? E se ele diz não e a carreira não deslancha? Vide o caso do Deyvid Sacconi. Em sua“melhor” fase no Palmeiras, teve proposta do Nantes, da França. O negócio não deu certo. O Palmeiras até comemorou sua permanência. Pouco mais de um ano depois, foi dispensado pelo Náutico e repassado para o Bragantino, sem nem um“alô” de Felipão.

Mas, negócios à parte, não duvido– e não duvide você também – que o Palmeiras sente muita saudade do Cleiton Xavier e do Obina (apesar dos tapas trocados com Maurício – uma bobagem dele e também do clube, em dispensá-lo por isso), assim como o Inter sente do Giuliano e do Taison.

E garanto que, pequenas fortunas à parte, todos eles não pensariam duas vezes em deixar a vida estrangeira e voltar para seus ex-clubes. Quer apostar que, até o fim do ano, vai aparecer pelo menos meia dúzia de especulações, envolvendo estes quatro jogadores e clubes brasileiros?

Se vai comprar de volta, por que vende?

Se vai voltar em breve, por que diz “adeus”?

Pode parecer ingênuo demais da minha parte, mas é tão difícil de entender certas coisas...

Palmeiras 2 x 1 Internacional
Palestra Itália

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Eremilson Xavier Macedo e João Antonio Sousa Paulo Neto (DF)

Gols: Obina, aos 39 minutos do primeiro tempo; Ortigoza, aos dois, e Giuliano, aos 41 minutos do segundo tempo.

Palmeiras: Marcos; Wendel, Maurício, Danilo e Armero; Edmílson (Jumar), Souza, Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi) (Sandro Silva) e Diego Souza; Ortigoza e Obina. Técnico: Muricy Ramalho

Internacional: Lauro; Danilo Silva, Danny Morais, Sorondo e Kléber; Guiñazu, Sandro, Giuliano e Andrezinho (Wagner Libano); Taison (Bolaños) e Alecsandro. Técnico: Tite

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amém, Mestre!

     Por José Miguel Prestes

    Mesmo sem jogar bem, Felipão faz o inesperado e dá certo. À torcida, cabe agradecer, mesmo sem entender. Por isso, somos todos torcedores e o Mestre é ele.

    Mais uma vez, a Torcida Real Organizada esteve presente em uma vitória palmeirense. Desde o início das atividades, já são 3 jogos e 3 vitórias, somando 4 gols marcados e nenhum sofrido: 1x0 Americana (Paulista), 2x0 São Bernardo (Paulista) e 1x0 Atlético-PR (Brasileiro). Sem contar com a presença do colunista “pé gelado” Thiago Macedo, a squadra do Scolari teve o caminho livre para, mesmo sem jogar bem, conquistar sua 2ª vitória, em 3 jogos pelo Brasileiro.

Scolari deixa os palmeirenses de boca aberta com substituição (que dá certo)
    Sem Valdivia e com Lincoln voltando de contusão, faltou (e muita) criatividade. O camisa 99 entrou no decorrer da partida, mas pouca coisa mudou. Segundo Felipão, o meia não iniciou a partida porque no dia anterior teve que ir ao banheiro “umas 4 ou 5 vezes”. Isto talvez também tenha afetado o seu desempenho no tempo que esteve em campo. Porém, o que não se pode deixar de dizer é que Lincoln já não traz a famosa “criatividade” ao time faz tempo. Então, nos restou esperar pelos milagres do Scolari.

    Quando o Mestre resolveu, no meio do 2º tempo, com o jogo em 0x0 e o Palmeiras com um jogador a mais, sacar o lateral mais perigoso – Cicinho – para colocar um volante – Chico –, pouca gente (para não dizer ninguém) gostou. O torcedor mais atento avisou: “Nossa! O negócio vai ser bola aérea mesmo.” Detalhe: o torcedor mais atento é o novo torcedor Real: Guilherme Dancini, o Guilé. Juntem-se a mim para dá-lo as boas-vindas.

    Voltando ao jogo, após algum tempo sem muita coisa diferente, surgiu um escanteio para o Palmeiras. Foi então que o torcedor mais confiante (no caso, eu), à lá Regis Rösing, pediu: “Se sair um gol agora, vai mudar tudo!” Dito e feito. Cobrança de Assunção e desvio de alguém. Oficialmente, gol do Chico.

"Quem berrar mais alto, assina o gol... Ok, gol do Chico." Árbitro Péricles Bassols Cortez
    Depois disso, foi só segurar. O pedido de Felipão (1 gol), havia sido atendido. Com a presença do colunista que vos escreve, o desempenho palestrino já soma 21 pontos em 24 possíveis (7 vitórias em 8 jogos). O que isto significa? Nada. Apenas que meu dinheiro foi melhor investido que o do Thiago.

    Avanti Palestra!                                          

sábado, 4 de junho de 2011

Real Organizada inaugura página no Facebook. Curta!

A Torcida Real Organizada acaba de inaugurar sua página no Facebook! Você poderá acessá-la através da rede social (http://www.facebook.com/pages/Torcida-Real-Organizada/231220460228673), ou então pela aba "Real na Rede", aqui no próprio blog. Esta sincronização de mídias será útil para a divulgação e o compartilhamento de ideias na rede, por parte dos torcedores reais!

Avanti Palestra!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Não vi nada em 2010

Por Thiago Macedo

Desde o início, a mecânica da seção Na Memória e Na História é bem simples. Dou uma espiada na tabela, vejo quem o Palmeiras vai enfrentar no fim de semana e dou ouvidos à primeira lembrança (boa, de preferência) que me vem à cabeça. Nem sempre funciona. Às vezes, não vem nada. Alguns jogos não têm passado. O que escrever de Palmeiras x Mirassol, por exemplo?

No Brasileirão, tem dado certo até agora. Foi assim com Botafogo (leia aqui) e Cruzeiro (leia aqui). Agora, é a vez do Atlético Paranaense. E a primeira lembrança que me ocorreu deste jogo seria trágica, se não fosse cômica – ou vice-versa.

O ano de 2010 foi um marco na minha vida de torcedor. Assisti a cinco jogos no estádio e as estatísticas dão a qualquer um o direito de me chamar de pé frio. Foram quatro derrotas. Vi o time perder para a Ponte Preta no Paulistão, naquele que talvez tenha sido o único bom jogo de futebol do tal do Tinga. Assisti do tobogã do Pacaembu à nossa derrota para o Flamengo, com gol do ingrato do Vágner Love. Presenciei sem entender nada o massacre que o Atlético Goianiense nos impôs dentro de casa em pleno aniversário do clube. E, tristeza das tristezas, fui testemunha da inexplicável eliminação da Copa Sul-Americana pelas mãos, ou melhor, cabeças dos verdes de Goiás.

Naquele momento, a certeza da minha zica foi tão grande, que fiz uma promessa da qual talvez me arrependa, mas que pretendo cumprir: só volto a um estádio de futebol para ver o Palmeiras, depois que o clube for campeão de alguma coisa. Qualquer coisa. Bom, radicalismos à parte, não vamos perder o foco...

Entre tantas derrotas, houve, sim, uma vitória em 2010. Foi lá no longínquo 15 de abril. Era o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, diante do Atlético Paranaense. Sinceramente, não tenho muito o que falar daquela partida. A não ser por um fato inédito na minha vida. Pela primeira vez, não vi o gol do
jogo. Jogos de futebol no Palestra Itália em dias de semana antes das 20 horas deveriam ser proibidos. Ou você sai do trabalho no meio da tarde, ou você não vai chegar a tempo. O trânsito na região fica insuportável, as filas para comprar ingresso e entrar no estádio dão voltas e voltas no quarteirão e, na angústia de perder os primeiros minutos da partida, torcedores fazem piada da situação com o ouvido colado no radinho.
Pê da vida, eu fazia isso, no último jogo a que assisti no velho Palestra – saudade! Os “ahhhhhhh” e os“uhhhhhhh” da galera dentro do estádio se antecipavam ao narrador no meu celular e tiravam toda surpresa nos lances de perigo. Mesmo assim, ainda na fila, vibrei aos 14 minutos.

Pelo que ouvi na hora e vi depois, perdi um belo gol. Edinho entrou na área pela direita e, de calcanhar, rolou para Robert bater cruzado. Um a zero.

Entrei no estádio com aquele astral lá em cima. Era até então a partida do Palmeiras com maior público no ano. Mas, nada além do gol do contestado Robert (para mim, sempre um bom reserva) aconteceu.

Nada, nada, nada... é exagero. Durante todo o jogo, houve uma disputa à parte entre Paulo Baier e Marcos nas bolas paradas. Durante todo o jogo, não. Apenas até o tiozinho com cara de gerente de banco – maior artilheiro do Brasileirão na era dos pontos corridos, é verdade –ser expulso. Foi a segunda e última alegria da torcida verde naquela noite.

Ah, aquela partida também marcou a estreia do Paulo Henrique, no Palmeiras. Quem? O Paulo Henrique, não se lembra dele? Um centroavante bundudo, com mobilidade reduzida e que não deixou saudade na torcida. Outro dia, vi uma matéria sobre ele. Aos 22 anos, ele terminou a temporada 2010-2011 como artilheiro do Campeonato Belga, com 22 gols em 36
jogos. Uau! Não é nada, não é nada... Não é nada mesmo!

Mas, foi isso, pessoal... Na única vitória do Palmeiras que presenciei ao vivo e em cores no estádio, não vi o gol. Aliás, esse foi o único balançar de redes do Verdão nos quatro jogos que vi antes da fatídica derrota para o Goiás na Sul-Americana, quando houve um golzinho do Luan.

Resumo da ópera: em 2010, não vi gol, não vi vitória, não vi futebol. Um ano futebolisticamente jogado fora.

De resto, espero que meu retorno aos gramados não demore a chegar.


Palmeiras 1 x 0 Atlético-PR
Palestra Itália

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Gol: Robert, aos 14 minutos do primeiro tempo.

Palmeiras: Marcos; Márcio Araújo, Danilo, Léo e Armero; Pierre, Edinho, Figueroa (Marquinhos) e Lincoln (Paulo Henrique); Diego Souza e Robert (Éwerthon). Técnico: Antônio Carlos Zago

Atlético-PR: Neto; Manoel, Rhodolfo e Chico; Raul (Patrick), Valencia, Alan Bahia, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Netinho (Marcelo) e Javier Toledo (Fransérgio). Técnico: Leandro Niehues