No aguardo pelo já tradicional post de sexta-feira de Thiago Macedo - a coluna NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA -, escrevo apenas para agradecer a um grande homem por mais uma lição de vida, entre tantas outras que ele mesmo já nos proporcionou.
Em 2009, saí de Apucarana, com alguns amigos, para assistir à partida entre Palmeiras e Grêmio, no inesquecível Estádio Palestra Itália. Uma disputa direta pelas primeiras posições e uma derrota (1x0 para o Grêmio) que praticamente tirou o Palmeiras da disputa. Se não matematicamente, o abalo psicológico que esta derrota deixou no time foi decisivo para a queda livre até o final da competição. Aos 29 minutos do 2º tempo, com a partida já em 1x0, Marcos partiu para o ataque palmeirense, desesperado pelo gol de empate. Até o final da partida, isso se repetiu em mais 3 oportunidades. Duramente critcado pela atitude, o Santo admitiu que errou, considerou ridícula sua própria atitude, mas mostrou a todos o quanto honra o manto que veste.
No último domingo, quase 2 anos depois da "sede pelo gol", o Palmeiras vencia o Avaí no Canindé, por 4x0. Tudo já estava decidido, quando Lincoln sofreu um pênalti. Toda a torcida, o batedor oficial (Kleber) e o jogador de linha mais experiente (Marcos Assunção) concordaram: Marcos deveria bater o pênalti! Não haveria homenagem melhor para o maior ídolo da história palestrina!
Sem se deixar levar pela situação, o Santo, sensato, colocou-se no lugar do jovem goleiro adversário e recusou a cobrança, em sinal de respeito.
Sem se deixar levar pela situação, o Santo, sensato, colocou-se no lugar do jovem goleiro adversário e recusou a cobrança, em sinal de respeito.
Assumo ter pedido loucamente o mesmo que praticamente todos no estádio também pediam. E, por isso, agradeço por mais uma lição de vida proporcionada por este santo goleiro.
Obrigado, São Marcos!
"Eu não sou o batedor oficial do Palmeiras. Não é porque o time está ganhando de 4 a 0 que eu vou lá. E o moleque (Aleks) está começando agora no gol. Só porque o Rogério faz gol, os caras querem que eu faça, mas e eu não faço gol. O Rogério é o batedor oficial do São Paulo, bate com 0 a 0 ou 5 a 0. Não é porque o moleque (Aleks) está começando agora e ia ser homenagem pra mim que eu iria lá. Pra mim seria desrespeito."
São Marcos, 19 de junho de 2011.

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