quinta-feira, 31 de março de 2011

Bons Ventos

Por Adriana Vieira

    Quando a fase é boa, parece que todo o resto conspira a favor. Depois de alcançar novamente o topo da tabela do campeonato paulista, a cada dia, uma notícia boa surgiu. Thiago Heleno julgado e absolvido. Marcos treinando com bola. Pierre liberado para os treinos físicos. Valdívia deve estar à disposição logo após o clássico contra o Santos...
Pierre - o Guerreiro - de volta, em breve
    Ah! O Santos. Evidente que, Neymar e Ganso são jogadores muito acima da média e que enchem os olhos dos admiradores do bom futebol. Mas, não são invencíveis. Não são imbatíveis. Certamente, será um jogo disputado, brigado e, mais uma vez, a defesa menos vazada do Brasil, no ano, será ferrenhamente testada.
    Para quem gosta de tabus, são 5 jogos de invencibilidade. Tomara que domingo o time de Felipão - que anda super bem humorado, fazendo comentários cheios de gracinhas – aumente esse número para 6. E que Kléber (o jogador que mais sofre faltas, no Paulistão), finalmente tome o terceiro cartão amarelo, para que possa entrar na próxima fase zerado. Fase essa que, aos 4 primeiros colocados dá a vantagem de jogar em casa. Somente. Nada de jogar pelo empate (em caso da partida terminar empatada, a decisão será por pênaltis). Como o Palmeiras não tem mais casa própria, teremos que aguardar a escolha da diretoria entre Barueri, Pacaembu e Canindé.

    Que os bons ventos continuem soprando na direção alvi-verde!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Palmeiras 3 x 0 Bragantino

Vitória e liderança da competição, pelo menos até a próxima rodada contra o Santos de Ganso e Neymar.

A torcida alimenta uma maior esperança depois de ver Felipão conseguir, mesmo com o elenco limitado, a liderança da competição perto do término da primeira fase. Destaque também para o meia Lincoln que aos poucos vai reconquistando seu espaço na equipe. Acho difícil Lincoln e Valdivia jogarem juntos, principalmente neste esquema tático que Felipão vem adotando. Infelizmente para desespero de grande parte da torcida Marcio Araújo é um dos homens de confiança de Scolari e não deve sair do time. Deola começa a mostrar que pode substituir bem o goleiro Marcos, Cicinho, Thiago Heleno ja ganharam a confiança do treinador, Marcio Araújo parece ser o único com presença garantida nesse meio-campo assim como Kleber e o menino Patrick ganham cada vez mais o respeito do comandante.

O time começa a ter suas peças fundamentais e aos poucos vai ganhando um "esqueleto" digamos assim, sustentado pelo limitado mas raçudo Thiago Heleno que provavelmente deve ter Danilo como companheiro, pelo menos até a metade do ano, Cicinho tem seu lugar cativo na lateral direita, na esquerda ainda a dúvida entre Rivaldo e Gabriel Silva, Marcio Araújo é um dos pupilos do treinador que tem ainda mais duas vagas para repartir entre Lincoln, Valdivia, Assunção, contando com Chico e Joao Vítor como reservas no momento, chegando ao setor ofensivo Kleber indiscutívelmente tem sua titularidade garantida e aos poucos Patrick vai garantindo sua vaga também, sobrando uma vaga para o sonhado camisa 9 de Felipão.

Deola; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno, Rivaldo(Gabriel Silva); Marcio Araujo, Marcos Assunção(Lincoln), Valdivia; Patrick, Kleber, Adriano MJ.

Seria essa a escalação ideal?


sexta-feira, 25 de março de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – Denílson amava a misteriosa L e Diego Souza, sem preguiça, era animal

Na tarde de 9 de março de 2008, o Palmeiras adentrava o gramado do Marcelo Stéfani (ainda Marcelo Stéfani!), em Bragança Paulista, com o moral elevado. Tudo bem, o time ainda não estava entre os quatro que iriam às semifinais do Paulistão, mas a rodada anterior tinha sido daquelas que todo torcedor adora. Vitória sobre o Corinthians, com boa entrada de Kléber – ainda em seu segundo jogo pelo Verdão – e gol de Valdivia, com direito a “chororô” pra cima do zagueiro William, que reclamava que o Mago era cai-cai. Tudo isso no derby de maior público (48.930 torcedores) neste século – e, por que não dizer?, milênio! Simplesmente perfeito.


O jogo contra o Bragantino, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista, se desenhou como muitos outros do Palmeiras dos últimos anos. O verdadeiro torcedor palmeirense sabe do que estou falando. Com 26 minutos do primeiro tempo, eu vi a vaca no brejo, sem grandes esperanças de que ela voltasse de lá. Resumindo: aos 16, Paulinho se aproveitou de uma vacilada da zaga palmeirense – formada por Gustavo e Henrique – e tocou na saída de Marcos. 1 x 0. O segundo do Braga, não demorou. E veio de forma infantil. Ver o Marcos perder a cabeça não é necessariamente algo inédito. Mas, não a ponto de agredir um adversário. Não que ele tenha agredido neste caso. Mas, o árbitro Paulo César de Oliveira interpretou assim quando, depois de levar uma solada de Malaquias, o capitão palestrino deu um totozinho no atacante caído. Pênalti e expulsão. Vanderlei Luxemburgo, então, precisou abrir mão do artilheiro Alex Mineiro para colocar Diego Cavalieri, que não pegou o pênalti batido por Nunes (é aquele mesmo ex-Santo André, que adora fazer gol no Palmeiras).


Aos 26 minutos, o Palmeiras já perdia por 2 a 0, tinha um jogador a menos e já não contava como fazedor de gols lá na frente. O mais otimista torcedor já estava duvidando do empate. Foi aí que entrou em cena um jogador paradoxal: Diego Souza.


Quando, em janeiro de 2008, o Palmeiras anunciou a contratação de Diego Souza, minha namorada não entendeu nada. Eu vibrava em frente à TV como se houvéssemos conquistado um título. Aquele que, para mim, era o principal responsável pelo Grêmio ter chegado à final da Libertadores do ano anterior desembarcava no Palestra Itália como legítimo sucessor do animal recém-aposentado Edmundo. A sete era dele!


Mas, por que, entre tantos adjetivos possíveis, eu chamo Diego Souza de paradoxal?


Ele fazia a torcida amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Quando entrava em campo, ninguém sabia o que esperar dele. Tanto poderia fazer um jogo genial, digno do velho Edmundo da Parmalat, como poderia ficar escondido, caminhando em campo, morto de preguiça. Com tesão, Diego Souza foi eleito o melhor jogador do Brasileirão 2009 (não concordo, embora o gol dele contra o Atlético-MG tenha sido antológico) e chegou à seleção de Dunga. Com preguiça, Diego Souza foi praticamente enxotado do Palestra Itália.


Voltando, então, àquela tarde em Bragança, o Diego que havia entrado em campo era aquele, o sucessor legítimo de Edmundo. O cara jogou muito! Já tinha obrigado Gléguer a fazer uma grande defesa, antes de dar início à reação verde, completando uma jogada de Kléber com um chute cruzado indefensável, ainda aos 36 minutos.


Logo em seguida, depois de uma falta sobre Valdivia, César Gaúcho do Bragantino foi expulso (é, naquela época o Palmeiras já tinha essa sorte). Aos 40, veio o empate. Pierre – que saudade de você, Pierre! - chutou, Gléguer rebateu e Valdivia marcou. Ainda no primeiro tempo, o time da terra da linguiça teve mais um jogador expulso e o que antes parecia impossível, na saída para o intervalo estava prestes a acontecer.


A virada não demorou. Aos 3 minutos do segundo tempo, depois de uma jogada típica de gladiador de Kléber, o lateral Leandro bateu cruzado para fazer 3 a 2. O Palmeiras ainda teve a chance de ampliar em um pênalti desperdiçado por Léo Lima, o que não chegava a ser surpresa. O volante maluco beleza fazia uma pose para bater (como dizia o Luxa, “virava a bunda pra cá, virava a bunda pra lá”) e invariavelmente chutava para o alto.


A tranquilidade no placar só veio com a entrada de um inspirado e apaixonado Denílson no lugar de Kléber. Aos 32, Valdivia deitou e rolou pra cima de Gléguer e deixou mansinha para o irreverente e veterano campeão do mundo empurrar para as redes. Tudo no Marcelo Stéfani parecia querer consagrar Denílson, que, já nos acréscimos, chutou fraquinho para o morrinho-artilheiro completar o serviço. Bragantino 2, Palmeiras – mostrando cara de time grande, campeão – 5. Nos dois gols do camisa 19, a mesma comemoração. Um L feito com os dedos. Todos queriam saber quem era a misteriosa L. Denílson fazia charminho, não contava. Chegou-se a especular que seria a ex-namorada (?) de Richarlyson, Letícia Carlos. É essa da foto aí do lado, uma moça, assim, digamos... Bom, ela foi capa da Playboy, entende?



Hoje, que Denílson virou um homem sério, podemos deduzir quem era a tal L – a filha de Francisco, Luciele di Camargo, que, cá entre nós, também é uma moça “assim, digamos”.



Bragantino 2 x 5 Palmeiras


Marcelo Stéfani (Bragança Paulista)


Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Luís da Silva


Gols: Paulinho, aos 16 minutos, Nunes, aos 26, Diego Souza, aos 36, e Valdivia, aos 40 do primeiro tempo. Leandro, aos 3, e Denílson aos 32 e aos 46 do segundo tempo.


Bragantino: Gléguer; Da Silva, Hugo, Cris e Niander; César Gaúcho, Zeziel, André Gaspar (Mário) e Paulinho; Nunes (Rubens) e Malaquias (Adriano). Técnico: Marcelo Veiga.


Palmeiras: Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Léo Lima, Diego Souza e Valdivia (Lenny); Kléber (Denílson) e Alex Mineiro (Diego Cavalieri). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Mais Nova Novela Alviverde

    Por Adriana Vieira

    Mais uma vitória. Alguns diriam que o Palmeiras não fez mais que a obrigação: 3x0 em cima do Linense, que frequenta a zona de rebaixamento há algumas rodadas.
    O jogo começou da mesma maneira típica, de todos os outros jogos entre os times pequenos, do interior, contra os grandes, da capital. Onze jogadores dedicados a uma retranca implacável. Outros onze, atacando. Porém, de forma descoordenada. E o Palmeiras insistindo em jogadas pelo lado direito, aproveitando da velocidade e dedicação de Cicinho.

    Tanto que a jogada mais contundente dos vinte primeiros minutos foi justamente um chute de meia-distância de Cicinho. Bola rebatida pelo goleiro e, no rebote, Lincoln surpreendentemente manda por cima do travessão.
    Lincoln é um caso a parte. A pendência financeira ainda não foi resolvida. Mas,após 68 dias sem nem sequer ser relacionado, ele entra no lugar de Valdivia – entregue ao departamento médico - e, ao ser substituído por Tinga, na etapa final, teve seu nome ovacionado pelos pouco mais de 3.000 torcedores que assistiram a partida, in loco.
    O destaque do jogo fica para o menino Patrik. Aos 38 do primeiro tempo, depois de ouvir muita bronca de Felipão que aos berros pedia que ele tivesse mais criatividade, marcou um golaço. Quatro minutos depois, de pênalti, Kleber converte e o time vai para o intervalo com boa vantagem. Aos 16 minutos do segundo tempo, mais uma vez Patrik abusa de seu dia de “pé calibrado” e marca mais um belo gol. E foi isso.
    Além de Lincoln, Assunção foi substituído por Chico, e já no finalzinho, Kléber cedeu lugar para Miguel. Agora, vamos acompanhar como a “novela Lincoln” irá se desenrolar. Não acredito que Felipão compactue com a idéia de dispensá-lo. Na ausência do Mago, é um substituto, senão à altura, pelo menos com muita qualidade no passe. E com boa visão de jogo.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Enquanto isso, Palmeiras é o vice-líder do campeonato.

terça-feira, 22 de março de 2011

Reforços Conhecidos

    Após ler a matéria do blog intitulada "Revoltas que Voltam", Felipão parece ter compartilhado do sentimento em relação à situação de Lincoln. E a resposta veio já nesta terça-feira (22). Ao final do treino, foi divulgada a lista com os jogadores relacionados para a partida de quarta-feira (23), contra o Linense. As novidades (e surpresas) ficaram por conta das voltas de Lincoln e Maurício Ramos.

Alguém aí veste a 9?
    Quem provavelmente contribuiu para a novidade no meio-de-campo foi Patrik. Com a lesão de Valdivia, o talismã foi escalado para  função de criação na partida contra o São Caetano, já que Tinga não vinha bem. E quem assistiu ao jogo pela TV pode perceber a revolta do treinador com o posicionamento de Patrik em campo. "Você não é atacante, Patrik!", esbravejava o Mestre.
    Com Maurício Ramos, a situação também foi favorecida por falha de algum companheiro. Thiago Heleno, que vinha sendo titular da zaga ao lado de Danilo, foi expulso durante a partida. Chico foi quem entrou, mas parece não ter agradado completamente. A posição de origem do jogador é a de volante e as vezes em que atuou como zagueiro no Atlético-PR foram no esquema com 3 jogadores na posição. Felipão comentou o assunto na coletiva desta terça: "A gente já sabia que o Chico nunca atuou como quarto zagueiro, ele sempre jogou no Atlético-PR com três zagueiros, saindo mais pelo lado esquerdo e até apoiando o ataque. Já sabemos disso e até por isso relacionamos o Maurício Ramos. Portanto, não vai ser o Chico que vai iniciar a partida como zagueiro, mas sim o Leandro Amaro ou o Maurício Ramos."
    O Mestre ainda comentou a volta inesperada dos 2 jogadores: "O Maurício Ramos se machucou logo depois de um jogo (contra o Comercial, no dia 26 de fevereiro) e ficou praticamente 20 dias sem contato com a bola. Agora está voltando e reintegrado ao grupo. A escolha por ele para jogar contra o Linense vai depender do que eu acho mais interessante para a equipe. Já o Lincoln era uma situação que envolvia a diretoria. A diretoria teve uma conversa preliminar com o atleta, e depois teríamos uma reunião envolvendo ele e o seu empresário para que ocorresse um entendimento entre todas as partes. Como essa situação não aconteceu, resolvi relacioná-lo novamente por achar que tenho um jogador que pode ser útil ao elenco. À medida que achar interessante colocá-lo, tirá-lo ou relacioná-lo, vou fazer isso. Ele continua sendo atleta da equipe e vou colocar ele em campo de acordo com minhas necessidades."
    O vice-presidente de futebol Roberto Frizzo comentou a situação de Lincoln, tentando justificar o injustificável. O motivo do afastamento do jogador foi a possibilidade de uma negociação, que não ocorreu. Depois de algum tempo, pelo alto salário, foi especulada uma recisão contratual. O porquê isto não ocorreu? Falta de tempo. "O Lincoln tem treinado, ainda não conversamos com ele porque a agenda anda muito complicada. O time se reapresentou segunda, na quarta já tem jogo, então fica difícil. Talvez na semana que vem possamos sentar e resolver isso". Enquanto isso, Felipão poderá aproveitar o jogador para suprir a ausência de Valdivia.

    Miguel é seleção!

    Mais uma novidade na Academia de Futebol no começo da semana foi a convocação do atacante Miguel para a seleção sub-18, que disputará a Copa Internacional do Mediterrâneo, em Barcelona, de 19 a 24 de abril. O atacante se apresenta no dia 5 de abril para o período de preparação até o dia 14 de abril, na Granja Comary. 

    Márcio Araújo, o "queridinho" do Mestre
    Já a notícia ruim deste começo de semana também foi dada por Felipão, na coletiva de terça-feira: o caso de amor entre o treinador e o volante Márcio Araújo é ainda pior do que imaginávamos. "Peço permissão de dizer que um dos jogadores que o torcedor precisa aplaudir e é um dos melhores do elenco é o Márcio Araújo. É impecável. Se fizer um retrospecto, acho que a nota mínima dele foi nesse último jogo contra o São Caetano, talvez 5.5, 6.0. No resto, nota 7.5, 8.0. É o jogador que mais tem rendido no meio-campo."
    Quando perguntado se o jogador seria o "queridinho" do técnico, o caso de amor ficou público: "Ele é extremamente importante para qualquer equipe. Se falam que ele é o 'queridinho' do Felipão, então ele é o meu 'queridinho'. Deixem achar que é. Faz por merecer esse carinho que tenho por ele. Gostaria que o torcedor também tivesse essa visão, pois ele é muito importante para a equipe. É determinado, e talvez não seja tão badalado porque se expõe muito pouco, não aparece na mídia e é humilde. É ótimo que seja assim." 

    Palmeiras x Linense

    A lista completa dos relacionados para a partida desta quarta é a seguinte:
    Goleiros - Deola e Bruno;
    Zagueiros - Danilo, Maurício Ramos e Leandro Amaro;
    Laterais - Cicinho e Gabriel Silva;
    Volantes - Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor, Rivaldo e Chico;
    Meias - Patrik, Tinga e Lincoln;
    Atacantes - Kleber, Adriano MJ, Max Santos e Vinícius.

    Avanti Palestra!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Palmeiras 1 x 1 São Caetano

    Até pouco mais da metade da primeira etapa tudo mostrava uma goleada do time alviverde, que acabou desperdiçando várias oportunidades criadas e sofreu mais um gol devido a bola aérea que vem sendo o calcanhar de Aquiles da equipe a um tempão...


    A equipe apresentou uma boa postura tática na primeira etapa e bem ao estilo que Felipão vem implantando desde o início do ano, apostando nas jogadas de linha de fundo, principalmente pela direita com Cicinho que vem sendo uma grata surpresa. Felipão apostou em Adriano MJ e Luan atuando pelas pontas e o incansável Kleber na luta para tentar ser o centro avante que o time tanto precisa. Taticamente o time já da a sua cara, o que falta são jogadores de qualidade. Luan e Adriano MJ são jogadores que no máximo podem ser reservas úteis, ainda tenho minhas dúvidas se o Luan pode ser útil.

    Sem Valdivia o Palmeiras parece portar-se melhor taticamente em compensação perde em criatividade e qualidade, sendo que, do que adianta um time que está "redondinho" na parte tática mas que tem jogadores que não conseguem acertar um passe de 2 metros, um cruzamento, um chute ao gol.

    Imprevisível seria a melhor palavra para definir esse time do Palmeiras. Kleber, Valdivia, Cicinho e o goleiro Deola ao meu ver são os únicos que podem ser poupados pela torcida. De resto o time apresenta jogadores muito irregulares que vão do céu ao inferno em pouco tempo. Para os mais iludidos esse time é candidato ao título, para os mais corneteiros não passa das quartas-de-finais. O que resta ao torcedor é confiar no trabalho de Felipão que já falou que não sai do time e assunto encerrado!

sábado, 19 de março de 2011

Revoltas que Voltam...

    A torcida palmeirense e seu técnico Felipão vêm pedindo a contratação de um camisa 9 há um bom tempo. Depois de várias tentativas frustradas das diretorias anteriores, a posição da atual diretoria de Arnaldo Tirone é a mesma adotada por seu "padrinho" Mustafá no ano da maior vergonha da história palestrina, que nem precisamos (e queremos) lembrar. Se escondendo atrás da desculpa de que a dívida do clube é muito grande, não há dinheiro para contratações de peso, a base deve ser valorizada e não há boas opções no mercado, a diretoria simplesmente parou de trabalhar. Ou, pelo menos, parou (se é que começou) de trabalhar pelo bem do Palmeiras.
    Tudo o que se vê com algum "dedo" da diretoria, diz respeito a possíveis paralisações da Arena. Quanto à contratações, as desculpas que foram dadas (já citadas), por mais que pudessem ter um fundo de verdade, deixaram de valer nos últimos dias. Primeiro foi o Vasco, anunciando a contratação de Alecsandro, ex-Inter. Agora, o Cruzeiro está muito próximo de contar com Brandão, que pertence ao Olympique de Marselha, da França, por empréstimo gratuito!



    Não havia opções no mercado? Para quem não vai ao mercado, realmente as opções não existem. Não temos dinheiro para contratações? O Vasco também não. Aliás, Felipão já abriu mão de alguns jogadores do elenco para poder ter dinheiro para a contratação de um 9.
    Falando nisso, o caso Lincoln é a maior prova da incompetência desta diretoria. O jogador foi encostado porque seria negociado. Ninguém discordou da capacidade técnica dele. Mas entendemos que a negociação seria viável porque o salário do jogador é alto e a necessidade de um centroavante é urgentíssima. Quase uma calamidade pública. Porém, o jogador ficou encostado, recebendo seu alto salário sem jogar, nenhuma proposta concreta chegou e, para completar, o jogador foi se desvalorizando, sem jogar. Não é mais inteligente, quando se quer vender alguma coisa, deixá-la exposta, ao invés de escondê-la? Se surgisse alguma proposta, tudo bem afastá-lo, para evitar lesão. Mas todo esse tempo? Não vejo outro nome para descrever isso do que "incompetência".

- Fala mais alto, Palmeiras. Ainda não escutei a proposta...
   
    O que podemos esperar agora é que a contratação de Brandão pelo Cruzeiro, inche ainda mais o ataque celeste, talvez hoje o mais amplo do futebol brasileiro (como mostrado no post "Hoje é dia de secar o Cruzeiro") e "sobre" o Wellington Paulista para nós. Neste domingo, o Palmeiras encara o São Caetano pelo Campeonato Paulista. O assunto agora deveria ser esse. Mas minha indignação com a contratação do Alecsandro pelo Vasco foi realimentada pela negociação do Cruzeiro com o Brandão. Discordando veementemente de manifestações violentas, vejo neste um grande motivo para protestos da torcida palmeirense. DIRETORIA INCOMPETENTE. Não adianta tapar o "9" com os "pontas".

    Avanti Palestra!

sexta-feira, 18 de março de 2011

NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA – O Palmeiras de Alemão bate o São Caetano debaixo de muita chuva no ABC

Como todos sabem, estreia é diferente. A primeira partida de um jovem como profissional, o primeiro jogo de um campeonato importante, a primeira vez que se escreve em um blog... Não tem jeito. Sempre dá aquele friozinho na barriga... Mas, time grande passa por cima disso tudo. E o nosso Palmeiras é enorme!
Bom, o post de hoje estreia uma seção no Torcida Real Organizada: NA MEMÓRIA E NA HISTÓRIA! A ideia, simples e batida, é relembrar jogos do Verdão. Mas, há algo de diferente aqui: não vamos contar apenas os feitos craques consagrados e jogos épicos, marcantes, necessariamente Históricos, com H maiúsculo. Aqui, vocês farão um exercício de memória, buscando lá no fundo do baú aquele jogo do qual ninguém se recorda, aquele jogador que talvez você nem lembrasse que jogou no Palmeiras, aquele treinador folclórico, aquele gol bizarro...
Por exemplo, aproveitando que o Palmeiras joga contra o São Caetano neste domingo, vamos relembrar uma partida entre Verdão e Azulão. As mais marcantes da história talvez sejam aquelas pelas quartas de final da Copa João Havelange, quando o Brasil conheceu o São Caetano de Jair Picerni, Silvio Luiz, Claudecir, Adhemar e companhia. Azar do Palmeiras, que ficou pelo caminho daquela vez. Mas, a ideia não é essa.
Alguém aí se lembra de São Caetano 1 x 2 Palmeiras, 25 de fevereiro de 2007, Anacleto Campanella? Uma dica: caía uma chuva torrencial daquelas bem típicas das tardes paulistanas.
Eu também não me lembraria se não fosse o meu segundo dia em São Paulo, ainda sem ter lugar certo para morar, de favor na casa de uma amiga... Foi o primeiro jogo que assisti – na TV – como morador desta metrópole maluca.
Como todo bom torcedor de futebol, sou supersticioso. Então, quando começou o jogo, válido pelo Paulistão, botei na cabeça que aquele jogo definiria se eu – e o Palmeiras, é claro – teria sorte na minha nova vida. Então, vocês podem imaginar o quanto me incomodou perceber que o São Caetano, sob o comando de Dorival Júnior, sobrava no primeiro tempo.
Mas, vendo que a situação estava ficando preta (ou azul?), Deus mandou água. Muita água! No gol do Palmeiras, com a moral de quem completava 350 jogos com a nossa gloriosa camisa, Marcos reclamou do vento forte que soprava em sua meta. (Só por curiosidade, o Santo já atingiu 509 partidas pelo Palestra.)
O pedido de Marcos foi uma ordem para o árbitro Cléber Wellington Abade, que interrompeu a partida ainda no primeiro tempo. Onze minutos de paralisação. Foi o bastante para o Palmeiras – também comandado por um Júnior, o Caio – entrar no jogo.
Tecnicamente, a partida não foi lá essas coisas, não. Mas, a chuva deu um molho especial. Deixou o jogo aberto, disputado. Com um gol chorado e molhado, o Palmeiras abriu o placar aos 36 do primeiro tempo. O autor foi um centroavante vindo do Coritiba, cercado por aquela expectativa que recai sobre todo nove que chega ao Palestra Itália: acabar com a maldição que impedia os atacantes verdes de brilharem desde a saída de Vágner Love. Alemão.
Infelizmente, a relação entre Alemão e Palmeiras durou muito menos do que o esperado e acabou de forma trágica. Pouco mais de quatro meses depois, um acidente de carro na Baixada Fluminense tirou a vida do atacante de 23 anos. Pelo Palestra, Alemão fez apenas três jogos e balançou as redes uma única vez – aquela.

 

Voltando àquele domingo chuvoso no ABC, a alegria palmeirense pelo gol de Alemão não durou muito. Ainda no primeiro tempo, Canindé, de falta, empatou para o São Caetano. Mas, aos 16 minutos do segundo tempo, os palmeirenses tiveram uma amostra do repertório de um ainda semidesconhecido camisa dez, chamado Jorge Luis Valdivia Toro. O Mago fez grande jogada de velocidade e habilidade pela esquerda e tocou para trás. William, de coração renovado, fez o gol da vitória.
A partida, gravada nas estatísticas (com a internet tudo é histórico!), não significou grande coisa para o Verdão. O time, muito limitado e longe daquele que seria campeão paulista no ano seguinte, sequer conseguiu chegar às semifinais do Campeonato Paulista daquele ano. Ao contrário do São Caetano, que foi vice-campeão. Mas, para mim, aquele prélio significou muito. Significou “estrear” com o pé direito em São Paulo. O que não é pouco.

São Caetano 1 x 2 Palmeiras
Anacleto Campanella (São Caetano do Sul)
Árbitro: Cléber Wellington Abade
Assistentes: Ana Paula Oliveira e Mário Nogueira da Cruz
Gols: Alemão, aos 36 minutos, e Canindé, aos 43 do primeiro tempo. William, aos 16 do segundo tempo.
São Caetano: Luiz; Paulo Sérgio, Maurício, Thiago e Triguinho; Rafael Muçamba (Douglas), Glaydson, Canindé e Ademir Sopa (Marabá); Leandro Lima (Marcelinho) e Somália. Técnico: Dorival Júnior.
Palmeiras: Marcos; Wendel, David, Edmílson e Leandro; Pierre (Thiago Gomes), Martinez, Francis e Valdivia (Cristiano); William (Caio) e Alemão. Técnico: Caio Júnior

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tranquilidade! Até o Parágrafo 3...

Por Adriana Vieira

    Aconteceu exatamente como previsto. Palmeiras elimina a partida de volta e consegue impor uma goleada. 4 x 0 em cima do frágil Uberaba, que teve seu técnico, Nenê Belarmino, apresentado ontem ao elenco.

    Devido ao estado calamitoso do gramado, depois de 3 horas ininterruptas de fortes chuvas, Felipão se viu obrigado a alterar os planos iniciais e deixar os pequeninos (segundo suas próprias palavras) Gabriel Silva e Cicinho no banco, improvisando Márcio Araújo na lateral direita, Rivaldo na esquerda e colocando Chico no meio-campo. Luan foi relacionado, frustrando os entusiastas dos goleadores dos últimos jogos, Adriano MJ e Vinícius.

Luan comanda a festa palmeirense em Uberaba-MG
    E a estrela do menino brilhou. Luan, aos 21 min do primeiro tempo, já havia marcado 2 gols (aos 9min, de cabeça e o outro, completando a tabela entre Kleber e Valdivia, com um golaço). E no final da partida, ainda mandou uma bola na trave. Na falta do tal camisa 9 que tanto brada nosso técnico, os garotos vão se virando como podem. Reafirmando a máxima de que “quem não tem cão, caça com gato”.

    Gladiador não deixou por menos. Depois do episódio carnaval/twitter/desculpa em vídeo no site oficial, Kléber marca aos 41 do primeiro tempo e já nos acréscimos do segundo, de voleio. No decorrer do segundo tempo, João Vitor entrou no lugar de Marcos Assunção, Cicinho substituiu Patrik e Valdívia cede lugar para Vinícius.

    E tudo isso seria motivo de alegria e alívio, não fossem as notícias que começaram a pipocar na imprensa esportiva desde o último sábado. Estaria Felipão de malas prontas, para partida? Seu destino seria o Sporting? O Fluminense?

    A nós, pouco importa pra onde vai. O interessante é que não fosse. Ninguém desaprende, de um dia pro outro. Ninguém deixa de ser mestre, de uma hora pra outra. Não é a toa que esse time que muitos consideram “capenga” sofreu apenas uma derrota este ano. E isso num clássico - onde tudo pode acontecer – e que, durante os 90 min o Palmeiras foi superior ao arqui-rival. Não é por nenhum outro motivo, a não ser a sapiência e perspicácia dele, que o time continua entre os primeiros colocados.

    Um milhão de reais é muito? Eu, particularmente, acho pouco. Pra agüentar a pressão da torcida, da imprensa, dos desajustes políticos do clube, falta de jogadores de primeira linha e ainda assim, se sair bem da situação... Enquanto uns contratam Luís Fabiano, Adriano, Ronaldo Gaúcho, nossa estrela é Luiz Felipe.

    Tomara que aqueles que tem o poder de decisão também entendam assim. Tomara...

Reforços! No blog...

    Mais ágil que a diretoria palmeirense, em apenas 2 dias de negociações o blog garantiu o reforço de 2 profissionais especializados. Trata-se de 2 jornalistas que têm em comum algo especial: o amor pelo Palmeiras!

    Adriana Vieira será a primeira a estrear, já nesta quinta-feira (17), contando tudo sobre a vitória palmeirense em Uberaba, pela Copa do Brasil, contra o time local. Será um toque feminino para mostrar a todos a mulher que REALmente entende de Palmeiras!

    Na sexta-feira (18), será a vez de Thiago Macedo fazer sua estreia. Ele escreverá semanalmente sobre fatos inusitados que marcaram as histórias dos jogos do Palmeiras ao longo dos anos. Uma coluna especial, intitulada "Na Memória e na História". Serão textos escritos com um olhar diferente, de quem acompanha com toda a atenção a história palestrina.

    Sejam bem-vindos ao blog!

    Avanti Palestra!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hoje é dia de... secar o Cruzeiro! Ahn?!

    O torcedor palmeirense pode incluir uma nova missão na sua noite de quarta-feira. Além de torcer pela vitória de seu time contra o Uberaba-MG, pela Copa do Brasil, a tarefa extra da torcida alviverde será secar o Cruzeiro, em seu jogo pela Libertadores, contra o Tolima. Aliás, torcer pelo Tolima é algo que o palmeirense sabe bem.

'Tamo junto' de novo, Tolima!
    O motivo desta nova missão é a volta ao time titular do atacante Wellington Paulista. O jogador havia sido afastado pelo técnico Cuca para fazer um "recondicionamento técnico" e ficou fora do time por algumas partidas. Neste período, o Gladiador Kleber chegou a pedir a contratação do jogador: "Seria maravilhoso jogar com ele. É um jogador muito bom, alto, é de área mesmo. O conheço muito bem e digo que seria muito bom atuar com ele" disse o Gladiador, que também revelou uma conversa com seu ex-companheiro: "Falei com ele no começo do ano, nós jantamos aqui em São Paulo. Ele está no Cruzeiro, nunca reclamou de lá, aliás, gosta muito. Falei para ele vir para cá, vir ajudar a gente e ele me disse que se o Cruzeiro não tiver o interesse, virá com o maior prazer" comentou K30.
    A volta de Wellington Paulista ao time titular foi vista com surpresa pela imprensa mineira. Ao que parece é uma "nova chance" ao jogador. Caso jogue mal, talvez seja a última. Isto porque no tempo em que o atacante esteve fora, o ataque cruzeirense foi muito bem e ainda trouxe uma nova peça: o ex-palmeirense Ortigoza. Na estreia do paraguaio, pelo Campeonato Mineiro contra o Democrata, goleada cruzeirense por 7x0 e gol de Ortigoza, que entrou no 2º tempo.
    Hoje, as opções no ataque cruzeirense são: Thiago Ribeiro, Wallyson, Farías, Ortigoza, André Dias e Wellington Paulista. No jogo contra o Democrata, apenas Wellington Paulista não esteve em campo. E dos 5 atacantes que jogaram, 4 marcaram gols (apenas Wallyson não marcou, mas vem sendo a sensação deste início de temporada).
    Outro bom atacante que vem perdendo espaço pelas variadas opções no ataque de seu time é o são-paulino Fernandão. Com a chegada de Luís Fabiano e as boas fases de Dagoberto e Fernandinho, Fernandão deve encontrar bastante dificuldade para recuperar seu espaço no time. Além disso, o São Paulo conta com as jovens promessas Willian José e Henrique, que integraram a seleção sub-20 campeã do Sulamericano deste ano. O salário do jogador é relativamente alto (em torno de R$200 mil) e o clube precisará buscar novas fontes de rendas para arcar com os compromissos assumidos com o Fabuloso. Uma das possibilidades é a saída de Dagoberto, que tem boa proposta do Schalke 04, da Alemanha.
    Caso a negociação não se concretize, a necessidade de cortar o salário de Fernandão ficará evidente. O jogador ainda se recupera de uma tendinite e, por isso, não jogou pelo São Paulo na Copa do Brasil. Com isso, apesar de ter que esperar a recuperação do jogador, que pode ser submetido a uma cirurgia, o Palmeiras poderia contar com ele para a Copa do Brasil. A notícia que surgiu hoje (quarta-feira) é que a negociação entre Fernandão e Palmeiras está avançando.

    Opinião da Real

    JMiguel Prestes
    Tanto um quanto outro jogador, seria uma boa para o Palmeiras. A necessidade de trazer um atacante vai muito além do fator dentro de campo. Felipão já está se cansando de pedir para a diretoria a contratação de um jogador para a posição, e a paciência do Mestre parece realmente estar menor do que já era. No último jogo, contra o São Bernardo, a torcida vaiou as substituições feitas pelo treinador, que terminou a partida sem nenhum atacante, mesmo jogando "em casa", contra o São Bernardo e vencendo por 2x0.
    Em entrevista, o treinador disse que se a torcida não gostou, tudo bem, pois ele gostou. E com a atitude da torcida, eles (nós) estariam ajudando o Mestre a tomar algumas decisões. As especulações pela saída de Felipão, desta vez, tiveram um outro lado. Em Portugal os 2 candidatos à presidência do Sporting disseram que trariam Scolari caso fossem eleitos, dizendo, inclusive, já terem "negociações avançadas" com o treinador. Talvez seja apenas promessas de campanha. Mas o que segura Felipão no Palmeiras é, basicamente, a torcida. A diretoria demonstra sempre que pode sua insatisfação com o fato de o treinador ganhar R$700 mil reais por mês (apenas R$50 mil são pagos pelo patrocinador). Os jogadores também já tiveram seus atritos com o treinador. Os piores casos foram os de Valdivia e Kleber, que externaram suas insatisfações. Agora, caso a relação do treinador com a torcida fique estremecida, nada irá segurar o Mestre.
    É verdade que Felipão anda fazendo algumas substituições "estranhas" e expôs alguns jogadores de maneira que não deveria. Mas a competência do Mestre é incontestável. Se a torcida não segurar sua onda e derrubar o Felipão como se ele fosse "mais um", acho que podemos extinguir o cargo de técnico do Palmeiras. O que vier, a torcida tira. Então, vamos jogar sem comandante mesmo. E viva a Anarquia!

    Avanti Palestra!

terça-feira, 15 de março de 2011

Paixão Correspondida

    Belo vídeo promovido pela Fiat e pela Case, em homenagem à torcida palmeirense. Vale a pena conferir o vídeo e o site http://www.paixaocorrespondida.com.br/ .

sábado, 12 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

UFC Verde: Felipão x Kleber

    Como de costume no Palmeiras, quando a paz parece voltar, alguém trata logo de acender um isqueiro. Após a vitória de virada contra o Noroeste, em Bauru, e interromper uma série de 3 empates pelo Paulistão, voltando, inclusive, a dividir a liderança com seus rivais, o terreno estava preparado para dias de exaltação da qualidade do Mago Valdivia e do 1º gol como profissional do jovem atacante Vinícius.
    No entanto, duas das principais figuras palmeirenses resolveram dar motivo para críticas. Primeiro, Felipão criticou publicamente o atacante Kleber, por ter ido ao Anhembi acompanhar o desfile das escolas de samba de São Paulo, junto com Valdivia, sendo que estava se recuperando de lesão. Segundo o treinador, o Gladiador deveria ser mais "profissional". No jogo contra o Noroeste, Valdivia jogou (e resolveu a partida) enquanto Kleber, que estava relacionado, sentiu dores musculares e não viajou para Bauru.


    As críticas foram justas. Mas as falhas do Mestre foram duas: primeiro, criticar publicamente um jogador de sua equipe, por uma falha que não foi das mais graves; segundo, por dizer que faltou profissionalismo apesar de se tratar de um dos maiores exemplos de dedicação e amor ao clube. Tudo bem que todos devem ser tratados de maneira igual, mas por se tratar de um jogador com o crédito que o Kleber tem, a falha do Mestre fica ainda maior. Tudo bem criticar, mas faça isso pessoalmente. Temos certeza que o K30 não irá fugir de suas responsabilidades.
     Como já era de se esperar, Kleber não engoliu as críticas a seco. Desabafou naquele que vem sendo o maior vilão da comunicação de jogadores de futebol: o Twitter (para quem quer segui-lo: @kleberglad30). Disse, entre outras coisas, que não se surpreendia com as declarações do treinador, pois já estava acostumado com o fato de ele defender treinadores rivais (como fez com Tite e Adilson Batista) mas não defender seus próprios jogadores publicamente. Pelo contrário. Também disse que não aguentava mais ficar calado.
    Porém, Felipão tentou encerrar a polêmica em uma coletiva de imprensa, nesta sexta-feira. Disse que Kleber é como um filho para ele e que era e continuará sendo o seu capitão, apesar de não ter sido capitão nas outras equipes que passou. Em outras ocasiões, o treinador já disse que Kleber era um dos jogadores que ele mais se identificava, pela garra e determinação.
    Um dos últimos capítulos dessa história foi a entrada do empresário do jogador, também pelo Twitter. Giuseppe Dioguardi disse que seu jogador não deixará de expor suas opiniões quando for criticado publicamente. Mais uma vez, alguns empresários parecem gostar de aparecer mais que as verdadeiras estrelas. Quanto a Kleber e Felipão, sabemos que a intenção de ambos é o bem do Palmeiras. Quando se trata de pessoas de personalidade, essas coisas acontecem. Lembrem do caso Valdivia, que chegou a dar uma entrevista para uma rádio criticando o treinador, dirigentes e relevando questões internas. Hoje, como sabemos bem, faz gols e dá assistências, resolvendo partidas complicadas como a que foi contra o Noroeste.
    É isto que esperamos de Kleber. O Felipão errou, ele também errou. Agora aprendam com isso e toquem somente no assunto que vocês não costumam errar: o futebol.


    Para encerrar, só me tirem uma dúvida: Por que Rivaldo, Luan e Márcio Araújo não arranjam briga com ninguém?! Ninguém aí pensou em convidá-los para o Carnaval?

    Avanti Palestra!

terça-feira, 8 de março de 2011

Na Descendente

    Quando 2011 se iniciou, as expectativas palmeirenses não eram das melhores. O empate contra o Botafogo/SP, na estreia do Paulistão e da temporada, em 0x0, trouxe ao torcedor uma sensação de apatia e contraditoriamente desesperadora. Em momentos como aquele, todo o filme de tristes fins como os de 2009 e 2010 volta à cabeça do torcedor.

O Mestre: tenso, muito tenso...
    Superando todas estas "expectativas", o Palmeiras começou bem o ano e liderou boa parte do campeonato. No entanto, em momento algum nos deixamos enganar, embora quiséssemos. Agora, nem quem continua querendo se enganar, consegue. A situação do time está dramática. Após 3 empates consecutivos pelo Estadual, a queda foi grande: do 1º para o 5º lugar na classificação. Mais que isso. Ficou escancarada a dependência palmeirense de 2 jogadores: Valdivia e Kleber. Quando jogam, enfrentamos de igual para igual os adversários e criamos muitas e boas jogadas. Quando não jogam, 0x0 contra qualquer adversário. Até contra o Santo André, em casa, com 1 jogador a mais.
    Outra situação preocupante está no fato de mesmo na melhor destas hipóteses (quando estes 2 craques jogam), outro problema grave aparecer: a falta de um matador. O resultado de tudo isso é mostrado por nossa enquete: todos os votos apontaram que TEMOS CHANCE de vencer, no máximo, 1 campeonato. Ou Paulista, ou Copa do Brasil. Lembrando que o blog é voltado exclusivamente para torcedores palmeirenses, a tendência é a de se acreditar no time. Mesmo assim, nenhum voto acreditando que podemos vencer os 2 campeonatos. Ainda assim, acredito que a esperança tenha falado alto graças à experiência de nosso treinador. Caso contrário, o resultado poderia ter sido ainda pior.
    Contra o Santo André, Miguel foi titular. Jogou o 1º tempo e foi substituído por Vinícius no intervalo. Apesar de uma estreia discreta, confesso que reclamei muito da substituição e queria ver mais do camisa 9. Porém, segundo o próprio jogador, ele sentiu um pouco o cansaço por estar há 1 mês parado. Talvez (espero) tenha sido este o motivo da substituição. Com Kleber ainda se recuperando (chegou a ser relacionado para a partida contra o Noroeste, mas acabou não viajando com o time), é possível que Miguel seja novamente titular.
   
    Curtinhas

    1. Marcos Assunção vive impasse para renovação de contrato. A idade avançada, o salário alto, o baixo rendimento na temporada e as contratações de Chico e João Vítor complicaram a situação do volante. E aí, renova ou não?
    2. Adriano rescinde contrato com a Roma e estuda a volta ao Brasil. Provável destino será o Flamengo. Palmeiras deve entrar na briga?
    3. Valdivia volta ao time contra o Noroeste, mas Kleber ainda não. Quem deve ser titular no ataque?

    Opiniões da Real

    JMiguelPrestes
    1. Como já disse em outros tópicos, não concordo com a titularidade absoluta de Marcos Assunção. Se for para economizar no salário dele em função da contratação de um centroavante, por exemplo, sou a favor. Como não parece ser o caso, melhor não perdermos ainda mais jogadores. Em bola parada, apesar de não estar acontecendo, ele ainda pode ser decisivo.
    2. Adriano é bom centroavante, indiscutivelmente. Felipão é disciplinador, também sabemos muito bem disso. Porém, contra ele pesam o alto salário e as inúmeras oportunidades de recuperação que já desperdiçou. Na atual situação, eu daria uma chance. Apesar da probabilidade de ser jogada fora pelo atacante ser de mais de 90%, sem um atacante, nossas chances de termos um bom time são menores que 10%. Na verdade, acho que seria mais uma chance ao Felipão do que ao Adriano. Chance de Felipão mostrar que sabe mesmo botar ordem na casa.
    3. Para este jogo, acredito que temos que dar mais uma chance a ele: Miguel. O camisa 9 da casa. Portanto, Adriano MJ e Miguel no ataque.

    Avanti Palestra!

sábado, 5 de março de 2011

Triste Goleada

    Quem vê apenas o resultado imagina o quanto foi bom para o Palmeiras ter jogado com o Comercial-PI, pela Copa do Brasil, principalmente pelos 4 gols de Adriano Michael Jackson - "o novo camisa 9"! Mas nada mais enganador no futebol do que esses números.

Só Adriano pode sorrir pela goleada
    Apesar de não ter dado muitas chances ao adversário, não vejo motivos para comemorar e muito menos para elogiar a atuação palmeirense. Na verdade, quem não deu chances ao Comercial foram os seus próprios jogadores. O Palmeiras ainda se esforçou, quando vencia o jogo por 2x0 e conseguiu deixar o ataque do Comercial com total liberdade para marcar o gol, apesar de estar jogando contra apenas 9 jogadores do time piaiuense (2 jogadores do Comercial foram expulsos no 2º tempo, quando o jogo ainda estava 0x0).
    Aliás, este é um detalhe muito importante e que deve ser frisado. Antes das expulsões, o Palmeiras não conseguiu ficar à frente do time do Piauí. Mas muito mais do que a atuação nada boa, tivemos prejuízos concretos também. O primeiro e principal foi a contusão de Kleber. Ainda no 1º tempo, o atacante sentiu uma fisgada na coxa e pediu substituição. Além de perder o Gladiador para os próximos jogos (provavelmente 20 dias), tivemos que assistir à entrada de Luan, que finalmente havia deixado de ser titular. Agora, deve voltar a ter oportunidades.
    Outro prejuízo foi financeiro. Caso o Palmeiras tivesse eliminado o jogo de volta, teria direito a 60% da renda da partida de ida, que foi de R$ 86 mil (renda líquida). Ou seja, receberia R$ 51,6 mil. Com a realização do jogo da volta, toda a renda da partida de ida ficou para o Comercial. O Palmeiras teria direito à renda do jogo da volta. Teria. Isto porque com o pequeno público na partida realizada na noite chuvosa de quarta-feira, com transmissão da tv aberta inclusiva para a capital (3.509 pagantes), o "lucro" foi de R$ 16 mil.
    Além disso, há o desgaste da partida, enquanto praticamente todos os adversários diretos tiveram a semana livre. A favor, apenas o fato de Adriano Michael Jackson ter dançado bastante, com os 4 gols marcados (3 deles de cabeça). Mas com a lesão de Kleber certamente todos irão concordar que o balanço foi negativo.
    Agora, pensando para a frente, o Palmeiras terá na Copa do Brasil o Uberaba-MG como adversário da próxima fase. Antes disso, recebe o Santo André para ver o tamanho dos prejuízos desta triste goleada. Para a saída de Kleber, a solução provavelmente ficará entre Luan, Miguel ou Patrik. Para o aluguel caro do Pacaembu, a alternativa já está definida: o jogo contra o São Bernardo, pela 13ª rodada, será no Canindé. Caso o estádio seja aprovado, provavelmente o Palmeiras mande mais jogos no estádio da Portuguesa durante a temporada.
   
    Opiniões da Real

    JMiguel Prestes

    Para o lugar de Kleber, eu promoveria a entrada do "camisa 9" Miguel. Luan nós já conhecemos, já sabemos do que é capaz e do que não é capaz. Jogar futebol faz parte do 2º grupo. Já que estamos na 1ª fase, bem classificados e classificam 8 times, é hora de arriscar, testar as opções e conhecer bem todo o elenco. Na 2ª fase, o bicho pega e pode ser que precisemos de um jogador de área, que NÃO É o Adriano Michael Jackson. Está certo que fez 3 gols de cabeça contra o Comercial, mas no Paulistão, principalmente contra os grandes, o atacante de 1,70 m não terá tantas chances pelo alto. Sem contar que perdeu algumas boas chances de marcar, na cara do goleiro. É bom jogador, mas não é salvação para ninguém.

    Avanti Palestra!

terça-feira, 1 de março de 2011

Acertamos na Previsão: Realmente Imprevisível

    Como havíamos dito antes do jogo, o que aconteceria no Choque-Rei não seria fácil de se prever. Alguns tentaram, deixaram seus palpites, e até um palpite anônimo, vindo dos céus, arriscou o placar do jogo e os autores dos gols. Outros, não tiveram tanta coragem e "tiraram o cavalo da chuva", não deixando seu palpite. Aliás, que chuva!
    Alguns torcedores são-paulinos aproveitaram o momento para exercitar suas perfomances de nado sincronizado, nas piscinas formadas na arquibancada. Outros, ficaram com um certo receio de ficarem ainda mais frescos, com a água gelada, e se esconderam atrás de outros são-paulinos.

Quanta alegria...
    Após mais de 1 hora de atraso, a partida começou mostrando que a água e o tempo de espera não serviram para esfriar os ânimos do clássico. Muitas disputas de bola atípicas, com travas de chuteira sobrando para tudo quanto é lado. O Palmeiras se mostrou mais presente no ataque no começo, mas, como já estamos acostumados, com dificuldade para finalizar com qualidade.
    O São Paulo foi mais eficiente no começo do jogo. Em jogada individual, Fernandinho foi para cima de Danilo e chutou forte, marcando 1x0 para o São Paulo. Logo após o gol, mais um tempero que não estava previsto para o clássico: queda de energia.
    Quando a bola voltou a rolar, o Palmeiras pareceu ter sentido o golpe. O jogo esfriou. No 2º tempo, Felipão concordou com o que o blog vem dizendo a um bom tempo e tirou Luan do time. Com a entrada de Adriano, a história começou a mudar. O atacante foi responsável pela expulsão do Pirulito Alex Silva, que perdeu a cabeça (mesmo com uma cabeça daquele tamanho) em disputa de bola no ataque palmeirense. Adriano tropeçou e caiu. O juiz nada marcou. Pirulito achou que o palmeirense havia simulado e, completamente descontrolado(a), foi para cima de Adriano, que nem deu moral. Então, o zagueiro pisou no pé do palmeirense e o empurrou. O juiz viu tudo e expulsou o Pirulito, corretamente.
    No final do jogo, em grande jogada de Valdivia e Kleber, Adriano apareceu na cara de Rogério e marcou de pé esquerdo. Na comemoração, finalmente a dança. Alguns minutos antes, Adriano havia perdido boa chance de marcar, mas Rogério defendeu. Apesar da chance perdida, o saldo do atacante foi amplamente positivo. Incomparável ao desempenho de Luan.
    Quanto ao quesito imprevisibilidade, havíamos destacado para o jogo alguns "temperos especiais": Rivaldo x Felipão; Lucas x Valdivia; K30 x zaga são-paulina; Rogério Ceni e sua busca pelo 100º gol. Mas ninguém poderia prever as 5 piscinas olímpicas que cairiam sobre o Morumbi, a queda de energia e os shows particulares de Alex "Pirulito" Silva e Adriano "Michael Jackson".
    Para completar, Alex Silva não deu o clássico por encerrado e saiu falando um monte de besteiras. Entre elas, chamou Valdivia para a briga e ironizou a torcida palmeirense."Quero ver o Valdívia mandar eu (sic) calar a boca aqui na rua, sem microfone, sem o Palmeiras, eu e ele". Em seguida, completou: “Palmeirenses me xingam pelo twitter. Por que me seguem? Talvez queria me ter lá. Só rindo mesmo. Ganhar de nós fica para o próximo tabu”, postou Alex Silva no twitter. Jogador que não sabe que discussões de jogo ficam dentro das 4 linhas não merece ser ouvido. E jogador que, além disso, insulta não um ou outro em resposta a alguma situação, mas a torcida adversária de um modo geral (como também fez Alessandro no jogo Palmeiras x Corinthians), não merece respeito mesmo. Logicamente não insultamos a violência. Pelo contrário. Estamos tranquilos porque sabemos que jogadores como Valdivia e Kleber, que amam a camisa que vestem, não deixarão barato nas próximas partidas. A arma deles? O futebol que sabem jogar muito bem e que cresce com situações como esta. Seria melhor para ele não provocar jogadores como esses. Alex precisa lembrar do Paulistão 2008. Se estiver com dificulades, pode acessar a página Motivacional de nosso blog.
    Uma coisa é certa: a 2ª fase do Paulistão vai pegar fogo!

    Avanti Palestra!