sábado, 17 de setembro de 2011

Pra sair do discurso

Por José Miguel Prestes

    Com 9 pontos de distância para o líder e na 8ª colocação no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras inicia neste domingo uma série de 4 lições de casa que tem a obrigação de cumprir. São jogos contra Avaí, Ceará, Atlético-GO e América-MG, até o clássico contra o Santos. Seriam vitórias normais dentro de um campeonato caso não estivéssemos falando do Brasileirão 2011, onde vencer times que estão abaixo na tabela não é tão comum assim, e, principalmente, se não estivéssemos falando de um time que se acostumou com os tropeços.

    Na última semana, a diretoria palmeirense teve uma grande atitude (é estranho elogiar a diretoria, mas sejamos justos), chamando todo o elenco para conversar, sem a presença da comissão técnica. Uma conversa franca, expondo pontos de insatisfação de ambos os lados e com muita cobrança. Serviu também para mostrar aos jogadores que a diretoria sabe que a razão dos péssimos resultados não é o treinador. Sempre surgem boatos sobre a saída de Felipão, tanto pelas propostas que surgem (ou dizem que surgem), quanto pela disputa eterna de egos na diretoria palmeirense, que conta sempre com várias oposições, não importa contra quem seja.


    Não tem para onde fugir. Pedro Carmona chegou para ser a última contratação do elenco nesta temporada e o planejamento para 2012 já começou a ser feito, com a promessa de contratações de maior peso. Para que a promessa seja cumprida, a vaga para a Libertadores 2012 é essencial. Como resultado da reunião entre diretoria e jogadores, foi fechado um 'pacto' pela vaga na Libertadores. Agora, voltamos a torcer pelos resultados. A intenção foi muito boa. Agora resta ver se terá efeito dentro de campo. Eu (ainda) acredito que sim.

   PS: Para quem não entende o motivo do lateral-direito Paulo Henrique ainda não ter feito nenhum jogo e sequer ser relacionado para um jogo no qual Cicinho será desfalque, informo que o jogador foi trazido ao Palmeiras através de seu empresário, sem nenhum aval de Felipão. Além de não aprovar a contratação, o treinador tenta mostrar que, com ele, os empresários não têm tanto poder assim para 'empurrar' seus jogadores. Seria bom não ter que improvisar na lateral. Mas o Mestre está certo.

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