
Se hoje em dia o Palmeiras de Felipão, Marcos Assunção e Kleber anda desanimando até os torcedores mais empolgados, não nos esqueçamos: já foi pior. Não, não estou falando da queda em 2002, não! Não vou tão longe. Há cinco anos (completados exatamente na última quinta-feira), um certo treinador chamado Tite era demitido do Palmeiras. Conhecem?
Atualmente, ele balança com vontade no nosso rival da Marginal sem número. Naquela época, ele não aguentou. Depois de ter que ouvir literalmente calado um “cala boca” do vice de futebol, Salvador Hugo Palaia, Tite caiu.
A gota d’água foi uma derrota por 3 a 2 para o Santa Cruz, no Recife. A derrota deixou o Palmeiras em 15º lugar na tabela, empatado com Goiás e Ponte Preta, que já ocupava a zona de rebaixamento. A luta contra a degola se estendeu até o fim daquele ano e, aos trancos e barrancos, o Palestra se sustentou na Série A.
A curiosidade é que a vida de Tite no Verdão tem números bem redondos: durou exatamente quatro meses ou um turno do Brasileirão.
No dia 21 de maio, ele estreava, em casa, contra quem? Adivinhem! O Santa Cruz.
Na ocasião, o Palmeiras venceu e passou a lanterna da competição aos pernambucanos. Detalhe: em seis rodadas, o Alviverde conquistava apenas seu quarto ponto no campeonato.
Para provar que a situação já foi bem pior do que é hoje em dia, basta dar uma olhadinha no meio-campo que Tite escalou em sua estreia. Francis, Corrêa, Wendel e Paulo Baier. Tá bom ou quer mais?
Mesmo com um homem a mais durante boa parte do jogo, a vitória palmeirense não foi nada fácil. Começou aos quatro minutos de jogo, em um lance que Marcos Assunção e Maurício Ramos assinariam.
Corrêa levantou na área e o zagueirão Leonardo Silva cabeceou no canto direito do goleiro Gilmar para abrir o placar para o Palmeiras. Qualquer semelhança com o time atual é mera coincidência!
Com a vantagem conseguida logo de cara, o Palestra sentou no resultado e tomou pressão dos pernambucanos. Até que, aos 15 minutos, Nenê empatou a partida, num rebote de Sérgio e numa bobeada de Leonardo Silva. Qualquer semelhança é mera coincidência...
Sorte do Palmeiras que, aos 27, Bruno Lança, volante do Santa Cruz, foi convidado a se retirar do gramado depois de uma falta por trás em Washington. Aí, o Palmeiras acordou e foi pra cima. Qualquer semelhança... enfim...
Na volta para o segundo tempo, Tite mexeu no time. Tirou Ilsinho, puxou Paulo Baier para a lateral e colocou Michael no meio-campo. No ataque, trocou Washington por Enílton. Uma substituição assim, meio seis por meia dúzia... Certo?
Errado (pelo menos, naquele dia). Porque o gol da vitória saiu justamente através da dupla que veio do banco. Michael fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Enílton, de cabeça, dar os três pontos – e o alívio – ao Palmeiras. Primeira vitória do time no Brasileirão 2006.
Resumindo: de onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo. Ou, se preferir: é impossível fazer omelete sem ovos.
Temos um técnico reconhecidamente bom; um grande goleiro; uma defesa que não deve nada a nenhuma outra por aí; o melhor batedor de faltas do Brasil; um meia que, se parar de se machucar toda hora, pode dar algumas alegrias à torcida, e um excelente atacante, que anda sem tesão.
É o suficiente pra ser campeão? Não! Mas, que dá pra fazer bem mais do que estão fazendo, dá.
Lembrem-se: já foi pior.
Palmeiras 2 x 1 Santa Cruz
Palestra Itália
Árbitro: Giuliano Bozzano (DF)
Assistentes: Renato Miguel Vieira (DF) e Cesar Augusto de Oliveira (DF)
Gols: Leonardo Silva, aos quatro, e Nenê, aos 15 minutos do primeiro tempo; Enílton, aos 33 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Sérgio; Ilsinho (Michael), Thiago Gomes, Leonardo Silva e Márcio Careca; Francis, Corrêa (Muñoz), Wendel e Paulo Baier; Edmundo e Washington (Enílton). Técnico: Tite
Santa Cruz: Gilmar; Osmar, Adriano, Valença e Xavier; Bruno Lança, Júnior Maranhão, Zada e Rosembrick; Val Baiano (Élvis) e Nenê. Técnico: Valdir Espinosa
Atualmente, ele balança com vontade no nosso rival da Marginal sem número. Naquela época, ele não aguentou. Depois de ter que ouvir literalmente calado um “cala boca” do vice de futebol, Salvador Hugo Palaia, Tite caiu.
A gota d’água foi uma derrota por 3 a 2 para o Santa Cruz, no Recife. A derrota deixou o Palmeiras em 15º lugar na tabela, empatado com Goiás e Ponte Preta, que já ocupava a zona de rebaixamento. A luta contra a degola se estendeu até o fim daquele ano e, aos trancos e barrancos, o Palestra se sustentou na Série A.
A curiosidade é que a vida de Tite no Verdão tem números bem redondos: durou exatamente quatro meses ou um turno do Brasileirão.
No dia 21 de maio, ele estreava, em casa, contra quem? Adivinhem! O Santa Cruz.
Na ocasião, o Palmeiras venceu e passou a lanterna da competição aos pernambucanos. Detalhe: em seis rodadas, o Alviverde conquistava apenas seu quarto ponto no campeonato.
Para provar que a situação já foi bem pior do que é hoje em dia, basta dar uma olhadinha no meio-campo que Tite escalou em sua estreia. Francis, Corrêa, Wendel e Paulo Baier. Tá bom ou quer mais?
Mesmo com um homem a mais durante boa parte do jogo, a vitória palmeirense não foi nada fácil. Começou aos quatro minutos de jogo, em um lance que Marcos Assunção e Maurício Ramos assinariam.
Corrêa levantou na área e o zagueirão Leonardo Silva cabeceou no canto direito do goleiro Gilmar para abrir o placar para o Palmeiras. Qualquer semelhança com o time atual é mera coincidência!
Com a vantagem conseguida logo de cara, o Palestra sentou no resultado e tomou pressão dos pernambucanos. Até que, aos 15 minutos, Nenê empatou a partida, num rebote de Sérgio e numa bobeada de Leonardo Silva. Qualquer semelhança é mera coincidência...
Sorte do Palmeiras que, aos 27, Bruno Lança, volante do Santa Cruz, foi convidado a se retirar do gramado depois de uma falta por trás em Washington. Aí, o Palmeiras acordou e foi pra cima. Qualquer semelhança... enfim...
Na volta para o segundo tempo, Tite mexeu no time. Tirou Ilsinho, puxou Paulo Baier para a lateral e colocou Michael no meio-campo. No ataque, trocou Washington por Enílton. Uma substituição assim, meio seis por meia dúzia... Certo?
Errado (pelo menos, naquele dia). Porque o gol da vitória saiu justamente através da dupla que veio do banco. Michael fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Enílton, de cabeça, dar os três pontos – e o alívio – ao Palmeiras. Primeira vitória do time no Brasileirão 2006.
Resumindo: de onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo. Ou, se preferir: é impossível fazer omelete sem ovos.
Temos um técnico reconhecidamente bom; um grande goleiro; uma defesa que não deve nada a nenhuma outra por aí; o melhor batedor de faltas do Brasil; um meia que, se parar de se machucar toda hora, pode dar algumas alegrias à torcida, e um excelente atacante, que anda sem tesão.
É o suficiente pra ser campeão? Não! Mas, que dá pra fazer bem mais do que estão fazendo, dá.
Lembrem-se: já foi pior.
Palmeiras 2 x 1 Santa Cruz
Palestra Itália
Árbitro: Giuliano Bozzano (DF)
Assistentes: Renato Miguel Vieira (DF) e Cesar Augusto de Oliveira (DF)
Gols: Leonardo Silva, aos quatro, e Nenê, aos 15 minutos do primeiro tempo; Enílton, aos 33 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Sérgio; Ilsinho (Michael), Thiago Gomes, Leonardo Silva e Márcio Careca; Francis, Corrêa (Muñoz), Wendel e Paulo Baier; Edmundo e Washington (Enílton). Técnico: Tite
Santa Cruz: Gilmar; Osmar, Adriano, Valença e Xavier; Bruno Lança, Júnior Maranhão, Zada e Rosembrick; Val Baiano (Élvis) e Nenê. Técnico: Valdir Espinosa
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