domingo, 6 de novembro de 2011
Adeus, ano velho
Por José Miguel Prestes
O ano de 2011 já durou muito para o time do Palmeiras. Todos em sã consciência esperam o fim do ano ansiosamente, torcendo apenas para que não tenhamos mais decepções e que o campeão brasileiro seja qualquer time à exceção do Corinthians.
A própria diretoria já adotou discursos voltados ao próximo ano. Nas últimas semanas, foi formulada a misteriosa lista de 12 indicações do Mestre Scolari, rejeitadas as contratações de Roque Santa Cruz e Saviola e contratado o ídolo César Sampaio como gerente de futebol. Tudo, pensando no próximo ano.
O que a torcida palestrina não aguenta mais é ter anos que duram menos que o dos outros clubes. A essa época, tudo o que escutamos são promessas para o ano que virá. Qual seria a diferença das promessas atuais para as promessas dos anos anteriores? Para mim, não há diferença.
No entanto, o que me faz acreditar (ainda com os 2 pés atrás, no estilo São Tomé) é a experiência e competência de Felipão em montar equipes e o discurso de que 2011 teve foco em redução de despesas, para 'arrumar a casa', e de que no ano que vem as contratações serão pensadas muito mais em jogadores prontos, não dependendo tanto de promessas, que há tempos não vingam.
Se Roque Santa Cruz e Saviola foram recusados, só podemos esperar por outros atacantes do mesmo nível para o próximo ano. No grupo atual, o único bom atacante foi merecidamente afastado do grupo. Vagas para o ataque estão sobrando. Sem contar nas carências em praticamente todas as outras posições.
A chegada de César Sampaio para ajudar nesse trabalho de reformulação que novamente será realizado me pareceu acertada. Quando o volante chegou ao Palmeiras, ainda para atuar dentro de campo, a situação era bastante parecida com a atual. Naquela época, o trabalho de reformulação (com o respaldo financeiro da Parmalat, que se diga) teve sucesso e culminou com o título da Libertadores-99. O desafio agora é fazer o mesmo, sem a parceria (que também nos levou à Série B, quando encerrada). E ainda precisamos de 1 vitória em 2011. Aí sim, poderemos pensar exclusivamente no próximo ano.
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JMiguel Prestes
às
18:43
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