Por Adriana Vieira
A história dos confrontos entre os dois times é cheia de emoção e nem sempre o alviverde triunfou. A mais triste lembrança é da eliminação da edição 2004, da mesma Copa do Brasil – que fique registrado que o time andreense sagrou-se campeão, em cima do Flamengo, em pleno Maracanã.
O jogo de ontem, não poderia fugir à regra. Depois de um primeiro tempo quase impecável, onde o Palmeiras dominou com sobra, o gol era uma questão de tempo. E veio aos 25 min, pelos pés de Kléber, o “mocinho” do mais novo capítulo dessa história. Só que não poderia ser um simples gol. Anotado pênalti, o Gladiador, como capitão e batedor oficial, não se omitiu à responsabilidade. Bateu. O goleiro Neneca defendeu. E no rebote, Kleber conseguiu se redimir e mandar para as redes. E se o time estava jogando tão bem, tão encaixado, tão certinho, por que não reverter essa superioridade em gols? Porque contra o Santo André é sempre assim. Tenso!
Começa o segundo tempo. Vinte e poucos segundos, Deola é obrigado a trabalhar pela primeira vez na partida. Fortes emoções ainda estariam por vir. Aos 4 min, depois de manifestações de mal-estar físico entre os torcedores, os jogadores em campo, os reservas e os repórteres sentem os efeitos do que, a priori, era noticiado como gás de pimenta e depois, bomba de gás lacrimogênio. Alguns minutos de atendimento médico e parece que foi o suficiente para dar uma esfriada na partida.
Aos poucos o time foi novamente tomando as rédeas e Luan, apesar de esforçado, mais uma vez mostrou que tem muito, mas muito, que treinar finalizações com o fiel escudeiro de Felipão, o Murtosa. Perdeu, pelo menos, uns 3 gols “feitos”. Aos 25min, o esforçado Luan sofre pênalti. Mostrando ser dono de muita personalidade e confiança, Kleber bate o pênalti. E mais uma vez, Neneca defende. Dessa vez, mandando para linha de fundo, evitando a possibilidade de rebote. E assim, por muito pouco, nosso mocinho não se tranforma em vilão. Marcos Assunção bate o escanteio, e depois do bate-rebate na área, Kleber marca.
Como alegria demais parece ser pecado para os palmeirenses, aos 44 min o zagueiro Anderson marca de cabeça, o gol do Santo André, acabando com a invencibilidade de Deola que já passava a marca dos 500 min sem tomar gols.
Agora, veremos as emoções que nos aguardam na próxima quinta-feira, na partida de volta. E que definirá quem passará para as quartas-de-final. A vantagem de ter marcados 2 gols fora, não pode ser ignorada. Mas, quando se trata do encontro desses dois times...tudo é possível.
Substituições: Marcos Assunção deu lugar ao volante Chico; Wellington Paulista estreou substituindo Valdívia e Kleber, já no finalzinhho, cede seu lugar a João Vitor.

Uma coisa que não se pode deixar de destacar é a jogada do Kleber que deu origem ao primeiro penalti. Sozinho, encarou uns 3 zagueiros. Quanto à estreia do WP9, infelizmente não pudemos ver muito por ele ter entrado tarde e tb por ter entrado no lugar do Mago. O que queremos ver é o Mago deixando ele na cara do gol.
ResponderExcluirMas já valeu pela estreia, pela vitória e pelos gols marcados fora.
Ridículo estado do gramado! Ramalhão só decaindo...
Avanti Palestra!
WP9, parece nome de arma! Bora achar outro apelido pro rapaz.
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