O torcedor palmeirense pode incluir uma nova missão na sua noite de quarta-feira. Além de torcer pela vitória de seu time contra o Uberaba-MG, pela Copa do Brasil, a tarefa extra da torcida alviverde será secar o Cruzeiro, em seu jogo pela Libertadores, contra o Tolima. Aliás, torcer pelo Tolima é algo que o palmeirense sabe bem.
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| 'Tamo junto' de novo, Tolima! |
O motivo desta nova missão é a volta ao time titular do atacante Wellington Paulista. O jogador havia sido afastado pelo técnico Cuca para fazer um "recondicionamento técnico" e ficou fora do time por algumas partidas. Neste período, o Gladiador Kleber chegou a pedir a contratação do jogador: "Seria maravilhoso jogar com ele. É um jogador muito bom, alto, é de área mesmo. O conheço muito bem e digo que seria muito bom atuar com ele" disse o Gladiador, que também revelou uma conversa com seu ex-companheiro: "Falei com ele no começo do ano, nós jantamos aqui em São Paulo. Ele está no Cruzeiro, nunca reclamou de lá, aliás, gosta muito. Falei para ele vir para cá, vir ajudar a gente e ele me disse que se o Cruzeiro não tiver o interesse, virá com o maior prazer" comentou K30.
A volta de Wellington Paulista ao time titular foi vista com surpresa pela imprensa mineira. Ao que parece é uma "nova chance" ao jogador. Caso jogue mal, talvez seja a última. Isto porque no tempo em que o atacante esteve fora, o ataque cruzeirense foi muito bem e ainda trouxe uma nova peça: o ex-palmeirense Ortigoza. Na estreia do paraguaio, pelo Campeonato Mineiro contra o Democrata, goleada cruzeirense por 7x0 e gol de Ortigoza, que entrou no 2º tempo.
Hoje, as opções no ataque cruzeirense são: Thiago Ribeiro, Wallyson, Farías, Ortigoza, André Dias e Wellington Paulista. No jogo contra o Democrata, apenas Wellington Paulista não esteve em campo. E dos 5 atacantes que jogaram, 4 marcaram gols (apenas Wallyson não marcou, mas vem sendo a sensação deste início de temporada).
Outro bom atacante que vem perdendo espaço pelas variadas opções no ataque de seu time é o são-paulino Fernandão. Com a chegada de Luís Fabiano e as boas fases de Dagoberto e Fernandinho, Fernandão deve encontrar bastante dificuldade para recuperar seu espaço no time. Além disso, o São Paulo conta com as jovens promessas Willian José e Henrique, que integraram a seleção sub-20 campeã do Sulamericano deste ano. O salário do jogador é relativamente alto (em torno de R$200 mil) e o clube precisará buscar novas fontes de rendas para arcar com os compromissos assumidos com o Fabuloso. Uma das possibilidades é a saída de Dagoberto, que tem boa proposta do Schalke 04, da Alemanha.
Caso a negociação não se concretize, a necessidade de cortar o salário de Fernandão ficará evidente. O jogador ainda se recupera de uma tendinite e, por isso, não jogou pelo São Paulo na Copa do Brasil. Com isso, apesar de ter que esperar a recuperação do jogador, que pode ser submetido a uma cirurgia, o Palmeiras poderia contar com ele para a Copa do Brasil. A notícia que surgiu hoje (quarta-feira) é que a negociação entre Fernandão e Palmeiras está avançando.
Opinião da Real
JMiguel Prestes
Tanto um quanto outro jogador, seria uma boa para o Palmeiras. A necessidade de trazer um atacante vai muito além do fator dentro de campo. Felipão já está se cansando de pedir para a diretoria a contratação de um jogador para a posição, e a paciência do Mestre parece realmente estar menor do que já era. No último jogo, contra o São Bernardo, a torcida vaiou as substituições feitas pelo treinador, que terminou a partida sem nenhum atacante, mesmo jogando "em casa", contra o São Bernardo e vencendo por 2x0.
Em entrevista, o treinador disse que se a torcida não gostou, tudo bem, pois ele gostou. E com a atitude da torcida, eles (nós) estariam ajudando o Mestre a tomar algumas decisões. As especulações pela saída de Felipão, desta vez, tiveram um outro lado. Em Portugal os 2 candidatos à presidência do Sporting disseram que trariam Scolari caso fossem eleitos, dizendo, inclusive, já terem "negociações avançadas" com o treinador. Talvez seja apenas promessas de campanha. Mas o que segura Felipão no Palmeiras é, basicamente, a torcida. A diretoria demonstra sempre que pode sua insatisfação com o fato de o treinador ganhar R$700 mil reais por mês (apenas R$50 mil são pagos pelo patrocinador). Os jogadores também já tiveram seus atritos com o treinador. Os piores casos foram os de Valdivia e Kleber, que externaram suas insatisfações. Agora, caso a relação do treinador com a torcida fique estremecida, nada irá segurar o Mestre.
É verdade que Felipão anda fazendo algumas substituições "estranhas" e expôs alguns jogadores de maneira que não deveria. Mas a competência do Mestre é incontestável. Se a torcida não segurar sua onda e derrubar o Felipão como se ele fosse "mais um", acho que podemos extinguir o cargo de técnico do Palmeiras. O que vier, a torcida tira. Então, vamos jogar sem comandante mesmo. E viva a Anarquia!
Avanti Palestra!

Já to com minha camiseta do Tolima vestida!!
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